Falar em disciplina e liderança nos dias atuais gera uma discussão
que vai muito além do mundo canino. A sociedade atual considera que disciplina é
uma palavra démodé, gerando, desta forma, os noticiários dos jornais atuais, onde professores
são espancados por exercerem sua função de educadores. Salienta-se que é obrigação
do professor dar limites e exigir a disciplina. É um direito do aluno recebê-los.
A sociedade voltada para competição desenfreada fez com que
os pais não tivessem tempo para os filhos, tendo uma sensação de
culpa que é suprida em atender todos os desejos da sua cria. Criando esta geração
sem limites, sem valores onde a tolerância é uma palavra similar a ganância. Isto
é resultado do culto ao “politicamente correto” onde a liderança é vista como
uma força ameaçadora. Assim todos acham que comandam a sociedade, virando um cabo de guerra sem direção.
Este fenômeno também está acontecendo com os cachorros de
hoje em dia. Puxe
em sua memória e lembre como eram tratados os animais de seus pais e avós. Eles
ficavam fora de casa, comiam o resto das refeições, tomavam banho uma vez por ano.
Tinham status de amimais.
Hoje estão dentro dos apartamentos, comem rações caríssimas,
tomam banho em pet, recebem mimos exagerados, tendo um status de membros da família.
Estão em uma posição confusa. O que acaba gerando muitas
vezes problemas de desequilíbrio nos próprios animais.
Bom, acho que estou saindo do foco.
A questão é liderança, a disciplina e minha matilha no
centro de Curitiba.
Que tipo de líder devo ser?
Vejo que um líder não é um ditador, ele deve ser o que
melhor canaliza dos desejos de um grupo. O que conduz e harmoniza. O que é
justo e coerente.
Não quero uma matilha de cães que sejam demasiadamente calmos e submissos. Muito
menos aquele cão senta/levanta/finge de morto. Acho isto patético. Quero apenas
cães, que acham como cães.
E que vivamos felizes
para sempre, sem xixi no tapete, sem latidos desnecessários, e principalmente sem móveis destruído.
“As leis da natureza são o governo invisível da terra.”
Alfred Montapert
