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sexta-feira, 18 de março de 2011

A privacidade do cachorreiro


Esta semana escrevi um texto que deverá se juntar a uma matéria da Gazeta do Povo, falando sobre Cães da Moda, para o Caderno Animal, devendo sair no dia 2 de abril.

Pelas perguntas que a Rafaela, jornalista da Gazeta, me enviou fiz uma retrospectiva sobre a minha vida com os dois pequineses.

Notei que muita coisa mudou para melhor, principalmente o lado social. Conheci pessoas super interessantes que somaram-se à minha vida.

São poucos os momentos que temos como a tranquila e relaxante hora do cachorro. Podemos estar vestidos com a pior roupa, suados da academia, irritados por causa do trabalho, seja lá que maneira for... ele  estará  lá ... Com o rabo sempre abanando.


Este acolhimento diário se deve a alta sensibilidade dos cachorros, esta já comprovada pela ciência. Eles conseguem interpretar nossas expressões faciais, sabendo o momento exato de aproximar-se ou de sumir de nossa frente. Pena que as pessoas do meu trabalho não são assim.

O lado "social cão" estende este momento prazeroso. Observe como é bom ter amigo cachorreiro?

Os assuntos, na maioria das vezes, acabam sendo leves, ninguém quer sabe do estresse dos assuntos do trabalho ou das brigas conjugais ou sei lá mais do que. É, exclusivamente,  o momento para saber as ultimas do cachorro, “ só do cachorro” .

O engraçado que muitas vezes sabemos o nome do cachorro, mas não temos a menor idéia do nome do dono. Notei nestes dias quando uma mulher perguntou:

- Você tem visto a Dona Tereza?

- Hummmmmmmm...
 Puxei todos os meus arquivos mentais e nada de quem era a dita cuja Dona Tereza. Mas ela deu uma pista:

- A dona do Boby!

Na hora lembrei quem era a Dona Tereza. Falo com ela praticamente todos os dias pela manhã. Sei de tudo a respeito do Boby, mas dela "absolutamente nada"!

Parece um código. Um campo de força anti estresse da vida pessoal, social, profissional e outros "AL" que não lembro. Como se o momento do cachorro se bastasse por ele só.

Mas é claro que com muitas pessoas há uma afinidade além da canina. Deixando bem claro para os  meus amigos da praça.

Pensando em tudo isto cheguei a pensar em desistir de mandar o texto, achando que era muita exposição da minha, ou da nossa, privacidade


Todo este momento "homem/cachorro" é muito diferente do que somos no restante dos nossos dias. Será que demonstrar um lado que não seja o sisudo, o forte, o seguro, pode ser perigoso nesta selva de pedra pela luta da sobrevivência?  (Credo que frase chavão e cafona...Mas real!)
 Voltando a problemática existencial:
Ainda mais no Jornal de maior circulação e credibilidade do Estado.

Mas será que isto é mostrar-se vulnerável?
Dilma e Nego.
Lula e Michele.
Vladimir Putin e Koni

Bill Clinton é recebido pelo ex-presidente George Bush e pela sua cachorra Millie.

O ex-presidente George W. Bush e seu cachorro Barney.

O presidente dos Estados Unidos Barack Obama passeia acompanhado de sua família e de seu cachorro Bo

Bom, se eu não aparecer no Cardeno Animal  é porque achei vulnerável!!!!


sábado, 12 de março de 2011

O Dono dos 3 Cocker da Rui Barbosa


No  dia 29 de março de 1693, quando em nosso “marco zero”, a Igreja da Matriz,  se fez a Vila da Nossa Senhora da Luz dos Pinhais e Bom Jesus dos Pinhais. Desde então a energia do Centro já  se mostrou  vibrante. Curioso saber que na década de 50 o bairro era chamado de Curitiba, como se ao redor existissem apenas chácaras, sítios ou lugares inabitados.

Esta região possui cerca de 330 hectares, uma população que está em torno de 35 mil pessoas, com a faixa estaria de 35 anos.

Esta região se diferencia da maioria dos centros das capitais. Pois temos segurança, temos limpeza e belos lugares para frequentarmos. E apesar dos dias de semanas barulhentos temos os finais de semanas silenciosos e tranquilos.

Neste contexto se insere a Praça Rui Barbosa. 

O título de praça veio apenas em 1913, inicialmente como Praça da República e posteriormente, nos anos 20, como Praça Rui Barbosa. Ela era muito mais uma área destinada à instalação de circos e parques de diversão do que uma praça em si, destinada a passeios ou como alternativa de simples lazer.

A vocação de praça, no sentido literal da palavra, veio nos anos 50, quando o então prefeito Ney Braga fez um belo trabalho de revitalização. Nesta época foram construídos belos e espaçosos edifícios ao redor que foram ocupados pela burguesia da época.

Já nos  anos 90, adaptando-a definitivamente ao modelo de um terminal. Hoje, daquela época, há apenas um busto em homenagem ao professor Alfredo Parodi, datado de 20 de outubro de 1951.


Mas devido a agitação e mutabilidade a Praça, desenvolveu a sua marca registrada, a sua personalidade bipolar.

De um lado o corre-corre das pessoas que chegam de todos os lugares para chegarem ao trabalho, e do outro o dia a dia dos remanescentes da burguesia antiga que ainda a habitam.

Neste habitat peculiar nasceu  Lincoln... o jovem rapaz Lincoln, dono dos 3 cocker pretos.

Lincoln tem a bipolaridade da Rui Barbosa.

Agitado, informado, mutante, carismático, observador e debochado como a Rui atual.
E também, como não poderia deixar de ser,  o lado burguês antigo. Pois fala Frances, toca piano, aprecia a ópera da vizinha as 3 da manhã, sabe de quem é o azulejo sem graça da igreja da Pampulha.

E ele é bom, pois dá comida, roupa e remédios para os moradores de rua.  Cuida do cachorro deles com anti pulga e ração.

Também adota cachorros da praça e batiza com nomes Sírio-libaneses.A ultima é a Haifa que ele quer achar um lar para ela.

Sem sombra de dúvidas ele é “o cara” da Praça.

Todos gostam do Lincon, todos esperam o Lincoln. Das crianças as senhoras que vêem a vida passar na Rui.

Mas, como diria Nelson Rodrigues, toda a unanimidade é burra.

Lincoln possui uma inimiga.

Palmira uma senhora que possui um pincher gigante e cuida de uns 12 cachorros abandonado em uma kitinet.


Ela odeia Lincoln.
Acusa o jovem rapaz de abandonar um se seus Cocker pretos no Passeio Público mesmo vendo que Lincoln está com os seus 3 cachorros a seu lado.

Acusa o pobre Lincoln de ter denunciado seu sobrinho para a polícia por venda de CD pirata.

Será paixão?

Não! Definitivamente não é paixão, pois em um grito de desabafo e de intimidação ela informa orgulhosamente para todos os cantos da Rui Barbosa:

-Eu tenho um amante Policial Municipal de Astorga que vai encher sua boca de Bala!!!


Nós, público e frequentadores da Rui, esperemos que as balas sejam de hortelã.

Lincoln ouviu os gritos acusatórios do delírio de Palmira e...calou-se... com a classe de um burguês acostumado com o barulho da feira e continuou sua caminhada.

Palmira parou de gritar, pois viu um outro cachorro abandonado e saiu correndo pensando em seu grande amor de Astorga.

E assim, como a Praça Rui Barbosa,  viveram felizes para sempre.

Bom, pelo menos eu acho!!!!


Pequinês Curitibano: Confirme sua presença no encontro do Pequinês Social Club de abril.

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sexta-feira, 11 de março de 2011

Higienização da Vasilha do cachorro

Terceira semana do Vampirinho castrado

Já se passaram praticamente 3 semanas da castração do Ramon. Agora começam a aparecer as mudanças.

Quando saímos, ele sempre fica ao meu lado, ao contrário do Dodi que sempre se afasta.

O odor do xixi diminuiu, mas continua a fazer, cerca de 30% das vezes, em lugar errado, apesar de fazer menos vezes ao dia.

O odor do seu pêlo, o popular cheiro de cachorro, diminuiu muito. Incrível a diferença do cheirinho dele em relação ao Dodi apesar de tomarem banho no mesmo dia.

Praticamente parou de latir sem necessidade. E a melhor parte, ficou mais carinhoso e mais calmo.

Está pesando 4 quilos e 800 gramas.
Continua tomando medicamento para a alergia e ômega 3 e 6 para o pêlo.
O cachorrinho caro!!!