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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Paulista Saymon procura namorada




A leitora do blog Priscilla de Guarulhos  deixou um anúncio para Pequinesas de São Paulo.

Segue abaixo os dados do meu Pequinês.

Nome: Saymon

Idade: 01 ano e 06 meses.

Peso: aprox 5kg.

Pelos: Creme

Raça: Pequinês com pedigree

Residência: Guarulhos/SP

Email para contato: priscilagromero@hotmail.com

Tbm gostaríamos de fotos das interessadas... 

Obrigada.

Priscila

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Pequinesa Jujú procura parceiro




Gabriela foi a alguns encontros do PSC. Procura um parceiro para a Jujú.

Tem preferencia por um exemplar de pelos claros e de porte pequeno.
O cio deverá ser em Março.

Tendo interesse mande um email  para a Gabriela com a foto do bonitão.




Edifício “ Cubanacam”


                Subindo no elevador notei que tinha o seguinte informativo.



                Fiquei bem tranquilo, imaginei que o documento tratava-se apenas da permanecia de animais no condomínio referindo-se  as áreas comuns do edifício. A meu ver, nada mais correto, pois sempre me enquadrei nas normas.

                Antes de comprar o Dodi vim até a portaria e perguntei ao porteiro se era possível ter animal no apartamento. Ele falou que não teria problema.

                Já com o Dodi em casa encontrei a síndica que comentou que segundo o estatuto não poderia ter animais no prédio, mas ela tolerava e já existia outro apartamento com animal. Interessante foi a expressão “eu tolero”, como se ela fosse dona do prédio e estava me fazendo um favor.

                Dai em diante segui as recomendações passadas tais como : sair pela garagem, segurar no colo nas áreas comuns,  perguntar quando o elevador estava ocupado se poderia entrar com o Dodi.  Enfim, coisas simples.

                Com o passar do tempo o porteiro falou que eu não precisava transportá-lo no colo e não precisaria sair pela garagem.

                O resumo da ópera é que andava tudo bem até o bendito comunicado afixado no elevador estabeleceu a discórdia no edifício.

                Em particular a minha paz acabou quando fui até a  praça e encontrei um vizinho que veio falar sobre o fato. Afirmou que o síndico havia afirmado " para ele"  que seria para tirar todos os animais .

                Não sou diferente de ninguém, vale sempre o velho ditado.

“Um boi para não entrar em uma briga...


 Mas uma boiada para não sair”.


                Voltei para casa indignado, foi ai que postei no facebook falando sobre o meu problema. Neste momento vi como eu tenho bons amigos. Foram 33 comentários de discussão do tema. Recebi muitas dicas, estas eu farei uma coletânea para fazer uma postagem para ajudar, como vocês me ajudaram, falando sobre o assunto a quem passar pelo mesmo problema.

                Então resolvi que faria uma reunião em casa com os 10 apartamentos que possuem pets no domingo à tarde. Minha intenção era acalmar os ânimos e tentarmos um acordo. Não sendo possível,  iria reunir toda a nossa defesa em um só discurso. Senti a necessidade desta reunião, estava claro que viraria uma guerra. Tudo estava indo para o pessoal. Para vocês terem uma ideia até uma investigação da vida do síndico foi feita, nada oficial é claro (a qual eu não fiz parte, é lógico). Se alguém do prédio reclamar do que eu escrevi lembre-se que é uma licença poética e que “ esta é uma obra de ficção, os fatos que se assemelharem-se com a realidade é mera coincidência”.

                A maioria das pessoas não tinha poder de voto. Este era o trunfo do síndico. Mas pensando bem não temos o poder de voto, mas temos o poder do pagamento do condomínio. Imagine se estes 10 apartamentos resolvessem não pagar o condomínio em dia, e sim, pagar ao invés do dia 5 de cada mês apenas no dia 30! Existem muitos compromissos  que são pagos no início do mês.

                Caso a lei do silêncio impere após as 23 h, nada impede que os 10 apartamentos possam por coincidência no horário de novela deixar a  Tereza  Cristina Siqueira de Vielmont agora Valdez falar no volume mais alto, imagine ela gritando dos 10 apartamentos no mesmo tempo!


                E tudo isto sem a questão legal que nos assegura o direito de temos animais. O que eu já falei que farei uma postagem especial.

                Escrevi estes últimos parágrafos para tentar passar a raiva que passei, lógico que é tudo loucura. E saliento que estas idéias de demente só conto para vocês. Mas quando a gente fica bravo fica louco mesmo . Não acha? Aposto que você em uma situação de injustiça já fez planos mirabolantes para resolver o problema. Ou sou só eu que sou assim.
Se for só eu favor não me contar.

                Nossa o que esta foto está fazendo ai? Nem pensei isto!!!

                Na sexta pela tarde quando saia para buscas os motivos da discórdia que estavam no banho encontrei o síndico na porta. Assim que o vi fiz uma cara de “ não chegue perto senão leva uma surra”.

O que o Anderson Silva está ai novamente!!!

Ele percebeu na hora e me chamou.

- Por favor, o “rapaz” pode vir conversar comigo.

Eu, armado que estava, respondo:

-O “rapaz” se chama Mauricio.

                 Curto, grosso, direto e eu continuava com a cara de “vou te bater AGORA”.

Para minha surpresa ele fala:

-  Acho que está havendo um mal entendido a respeito do comunicado. Eu jamais iria obrigar a vocês tirarem o animal de casa.

                Agora ele respira e faz uma cara de bonzinho ,parecido com a fala da primeira síndica que disse  que “tolerava” os cães no apartamento, e fala:

- Sempre uso você de referência para falar do bom relacionamento entre cão e condomínio. E ainda por cima é contra a lei esta proibição.

                Se a intenção dele era fazer eu mudar de lado, saiu perdendo.

Falei:
- Que tal seria se fosse o contrário, pois tudo o que fiz aqui em relação ao cachorro foi consultado o condomínio antes. E eu estava preocupado com sua atitude de síndico, pois se você fosse fazer isto teria que contratar um advogado que seria pago com o dinheiro do meu condomínio que é rigorosamente pago em dia e dos outros 9 apartamentos. E como você deve saber esta é uma causa perdida.

Sentindo que seu plano tinha dado errado ele larga:

-Aposto que alguém fez sua cabeça. Existe uma corrente do mau no prédio.

Respondo:

-De fato conversei com um morador que havia afirmado que a intenção era tirar os animais.

Ele:

-Quem foi?

Indignado falo:

- Prefiro não falar para não dar assunto para fofoca. E se você, como síndico, de viva voz me fala a real intenção acaba o dúvida. Também me sinto do direito de não falar,  pois existiu uma situação que reclamaram que eu estava com o volume alto no meu apartamento quando eu estava no Rio de Janeiro, perguntei quem reclamou e me deram a mesma resposta que eu te dei agora.

Ele retruca:

- Se  não me falar é só um procurar na câmera de segurança do elevador  e vejo com quem você subiu nestes dias.

Penso:

                Nada diferente  poderia esperar de um síndico que acredita em corrente do mau no prédio. Deve ficar fazendo leitura labial das 500 pessoas que moram aqui todos os dias.

 Fico indignado e respondo sem antes deixar uma enorme gargalhada na conversa:

Já que você, como sindico, não tem nada melhor para fazer. Procure! Para facilitar sua vida foi nas últimas semanas  e eu estava fantasiado de Índio.

Seria cômico se não fosse o meu síndico.

                Neste momento eu poderia gastar todo o embasamento legal que aprendi, mas seria dar arma para bandido. Calei-me e dei um até logo.

                No caminho do pet fiquei tranquilo, pois ele havia se retratado e tudo era como eu imaginava no início. Apenas regulamentar as áreas comuns .

                E para minha maior surpresa, finalizando o entreveiro,  quando pego o elevador o documento havia sido trocado e pasmem, sumiu o item da discórdia.



                Então de um lado eu tenho um morador que afirma que o síndico  falou que o documento era para tirar os animais. Que por sinal dizem que é o dono do cachorro mais barulhento de prédio. O animal é bem grande e foi pego adulto da rua e obviamente não está acostumado em morar em um apartamento pequeno.

                Do outro lado tenho um síndico que não me inspira confiança. Seus olhos mentem.

                Mas de concreto o que  tenho?  Apenas um instrumento informativo mal redigido ou quem sabe bem redigido?

              Acredito que o síndico não seria ingênuo o suficiente para colocar um item  polêmico de forma tão dúbia. Acredito que sua intenção mudou de acordo com os acontecimentos.

                Também não achei correto ele tirar da pauta o assunto. Pois tudo o que é discutido democraticamente é claro.

                Mas que sabe o errado sou eu! Todas as vezes que pedi para ler o estatuto do prédio vieram com evasivas e não me mostraram. Talvez o regime do meu condominio não seja democrático e sim ditatorial. Dai entendesse a expressão da sindica "eu  tolero" e as mudanças de opinião do síndico.

           Acho que no fundo souberam  que eu sou sangue  quente e me quiseram colocar de massa de manobra nos corredores do Edifício “ Cubanacam”
          Tomara que a história tenha acabado aqui.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

"Ramão" O Malaco


Dia destes sai com o Ramon e o Dodi. Como de hábito fomos a Rui Barbosa, onde, como já mencionei inúmeras vezes, existe um grupo de moradores de rua com uma matilha formada por uns cinco cães. Não sei precisar o número exato, pois sempre aparece ou some um cachorro, como os donos. Definitivamente é um grupo mutante.

            Sinto que não sou nem um pouco querido pelo grupo. Posso não ter o discurso politicamente correto nesta postagem. Tenho uma opinião construída sobre os moradores de rua ao longo do tempo que moro aqui. Na maioria são alcoólatras (ou talvez usuários de drogas) que não tem a intenção de sair do vício. Já vi inúmeras pessoas tentando ajudar, mas nada muda. Enfim, saio das explicações, que me confortam , me isentam, e me ajudam a explicar o  meu distanciamento um tanto quando discriminatório.

            O fato é que  estava com os dois pekes soltos, recém saídos do banho,  quando Ramon avista a matilha e sai em disparada para  encontrá-los. Todos nós do PSC sabemos o quanto nossos animais são bem alimentados, vacinados, com o anti pulgas em dia. O que não posso dizer dos cães de rua, infelizmente alguns até têm sarna.

      Mas o Ramon não estava nem ai para isso, saiu em disparada com a cachorrada. Corria entre os canteiros molhados como um coelho. Cada salto que ele dava ia mudando de cor.

     Comecei a chamar:

-Ramon! Venha  cá.

   Ele fazia de conta que não me conhecia e continuava a se sujar.

Cada pulo que ele dava valia 5 reais. Para somar 25 reais do banho foi rapidinho.

Resolvi correr atrás dele. Vocês acreditam que ele me dava “olé” no meio dos moradores de rua, que por sinal estavam adorando a falta de obediência de Ramon.

Para piorar a situação apontou um cachorro de rua no início da praça.

     Antes de continuar vou comentar um fato que acho curioso. Esta matilha é muito unida. Eles não têm problemas, na maioria das vezes, com os cães que vão com seus respectivos donos para o passeio. Mas quando aparece um cachorro de rua eles o expulsam na hora. Muitas vezes com violência.

     Mas Ramon estava totalmente enturmado. Corria com o bando em direção do cachorro forasteiro. Eles estavam indo em direção à rua onde passam todos os tamanhos de ônibus e carros.

            Ramon, Ramon vem pra cá !!! E ele nada.

            Até que um dos moradores de rua grita:

             Ram"ão", Ram"ão" venha aqui... E ELE VEIO...

            Minha auto estima de dono de pequinês foi para o lixo.Juro que neste momento me deu vontade de doar o “ramão” ´para os seus novos amigos. Queria vê-lo sem a sua ração super premium , sem sua cama confortável que ganhou da Viviane, sem sua escovação diária, sem os ovos de codorna dos finais de semana, sem sua visita ao veterinário trimestral...

            Viraria um cão de rua em dois dias, pois alma de maloqueiro  ele tem. Imagino ele com  todo o pelo  embolado, dormindo na calçada, cheio de sarna, pulgas e carrapato, cheirando a bebida e comendo resto de lixeira.

       Mas Ramon estava com seu extinto à flor da pele no meio da matilha. Tive de pegá-lo no meio da rua. Neste exato momento a ira me invadiu.

Poderia optar a partir de agora por uma narrativa mais medíocre dizendo:

- Ramon que feio, não faça mais isto.

            Mas é lógico que não foi o que fiz.

            Os defensores de animais que me perdoem, mas ele levou uns bons tapas. Coloquei ele na guia e vim para casa. Para me acalmar o  deixei de castigo no banheiro durante uns 10 min. Depois tive que dar mais um banho nele. Ele nem se mexia, tomou o banho sem reclamar.

            Dai você deve estar pensando. Que absurdo o Mauricio ter feito isto!

            Acho que apesar do Ramon ser muito esperto eu não posso colocá-lo em uma cadeira e explicar o que ele tinha feito de errado. Tive que dar o corretivo na hora.


            Dodi finíssimo que é, ficou todo este tempo ao meu lado. E voltou limpo como saiu de casa.

            No outro dia Ramon viu a matilha e se aprontou para correr. Foi eu falar - Ramon - de uma forma firme  que não se moveu e ficou junto a mim e o Dodi.

Por vezes tenho que ser firme. Senão o” Ramão” corre.






quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

O rapaz "ocupado".

Ontem sai com meus pekes como de costume. Encontrei um moço com um pequinês, ou melhor, uma pequinesa.
A peke era preta com o peito branco, muito bonita totalmente dentro do padrão.
Conversamos muito a respeito da raça.
Em um momento comentei que existia um grupo que fazia encontros. Por algum motivo, não sei o qual, deixei de mencionar que eu fazia parte do PSC.
De uma forma inesperada o rapaz soltou a seguinte opinião:
- Já ouvi falar deste grupo. Bando de gente desocupada, não tem o que fazer da vida e fica fazendo estas bobagens.
Imaginem a minha cara...
O que fazer neste momento?
Fazer de conta que não tinha ouvido?
Argumentar que todos nós temos nossas ocupações e defender o PSC?
Então...
Resolvi mudar de assunto e perguntei qual era a profissão dele.
Acho que foi intuição, veja a resposta.
- Vivo de rendas de um dinheiro que meu pai deixou de herança.
Comento:
- Que sorte a sua!
- Mas você é formado em algo?
O rapaz que tem como única atividade ver o extrato de sua conta responde:
- Não.
Ele pergunta:
-E você?
Organizo só Pequinês Social Club! Nada mais!
Não iria desapontar o “verificador de extrato”.  Poderia ser muito para a cabeça de uma pessoa tão ocupada como ele.

Imaginem a cara dele!

Problema dele...


quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Adeus Chicão

Infelizmente tivemos uma perda em nosso grupo.
Morreu o Chicão. Lindo pequinês cinza da Dalva.
Segundo ela foi um infarto fulminante.
Que Chicão vá com Deus!
Deixo um abraço e os sentimentos do Pequinês Curitibano.
Com o fato é inevitável pensar em questões do depois da morte dos animais. Apesar de não me considerar espírita gostei deste texto creditado a Chico Xavier.
 Chico Xavier tinha uma cachorra de nome Boneca, que sempre esperava por ele, fazendo grande festa ao avistá-lo.

Pulava em seu colo, lambia-lhe o rosto como se o beijasse.
O Chico então dizia: - Ah Boneca, estou com muitas pulgas !!!!
Imediatamente ela começava a coçar o peito dele com o focinho. Boneca morreu velha e doente.
Chico sentiu muito a sua partida. Envolveu-a no mais belo xale que ganhara e a enterrou no fundo do quintal, não sem antes derramar muitas lágrimas.

Um casal de amigos, que a tudo assistiu, na primeira visita de Chico a São Paulo, ofertou-lhe uma cachorrinha idêntica à sua saudosa Boneca. A filhotinha, muito nova ainda, estava envolta num cobertor, e os presentes a pegavam no colo, sem contudo desalinhá-la de sua manta.

A cachorrinha recebia afagos de cada um. A conversa corria quando Chico entrou na sala e alguém colocou em seus braços a pequena cachorra.

Ela, sentindo-se no colo de Chico, começou a se agitar e a lambê-lo.
- Ah Boneca, estou cheio de pulgas !!!, disse Chico.
A filhotinha começou então a caçar-lhe as pulgas e parte dos presentes, que conheceram a Boneca, exclamaram:
- Chico, a Boneca está aqui, é a Boneca, Chico !!!

Emocionados perguntamos como isso poderia acontecer.
O Chico respondeu:
- Quando nós amamos o nosso animal e dedicamos a ele sentimentos sinceros, ao partir,os espíritos amigos o trazem de volta para que não sintamos sua falta.
É, Boneca está aqui, sim,e ela está ensinando a esta filhota os hábitos que me eram agradáveis.
Nós, seres humanos, estamos na natureza para auxiliar o progresso dos animais, na mesma proporção que os anjos estão para nos auxiliar.

Portanto, quem chuta ou maltrata um animal é alguém que ainda não aprendeu a amar.


É para se pensar, poema "Boneca e Chico Xavier"
Nestes links existe mais informações a respeito desta doença cardíaca.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Fim de Férias- Verdades Absolutas


Férias chegaram ao fim. Chega de vida boa, hora de voltar para as alegrias e tristezas do dia a dia.O melhor de tudo, neste encontro com o meu “eu rotineiro”, é reencontrar os meus pekes.
Muitas perguntas vêm à cabeça:
·         Será que ficaram bem?
·         Será que ficaram bem de mais e terão dificuldades para se adaptarem a vida de Curitiba?
Confesso que foi bom passar uns dias sem os pekes. Acabam sendo um vício, que às vezes, é bom ficar em abstinência.  Férias servem para esquecer das responsabilidades. E isto, confesso, que fiz com maestria.
Chegando em  Irati fui direto para ver os pekes, estava ansioso para ver qual seria a reação dos dois. Quando estacionei o carro eles vieram correndo fazendo a maior festa. Dava pra ver que eles estavam, apesar de muito sujos, felizes com o meu retorno.
Tiveram literalmente férias.

·         Nada de escovação diária, horários de passeio, barulho de centro de Curitiba.
·         Comeram comida caseira.
·         Bebiam no olho d’água.
·         Ficavam soltos em um enorme terreno onde poderiam correr o dia todo e o único barulho que tinham eram dos passarinhos do Gabriel e a língua afiada das vizinhas.
Segundo a Adriana eles passavam o dia brincando com o Basset  e só dormiram a noite. Bem diferente da vida sedentária de Curitiba.

Hum?!?!
Ouvi de toda a parentada que os pequineses haviam encontrado o céu.  Sentia claramente que este céu fazia uma contradição clara ao inferno. E não precisa ser nem um gênio para saber onde era o inferno.
Enfim, todo mundo estava falando que eles teriam dificuldade para  adaptarem-se  com a vida de Pequinês Curitibano.  Estavam me transformando em um dono cruel de cachorros trancados em apartamento. Por uns instantes comecei a acreditar que eu era o que eles retrataram.
Mas... Por apenas uns poucos instantes.
Acordei e pensei:
Conheço bem esta história de cidades do interior de reduzir as pessoas a fatos e termos através de uma verdade fictícia. Verdade esta construída sobre muros da vizinhança e rodas de chimarrão.  Uma verdade que tornasse absoluta e indissolúvel.
Acredito que se eu fosse uma das pessoas que estivessem criando esta verdade absoluta sobre o dono dos pequineses exóticos teria caprichado mais.
Seria mais ou menos assim.
Coitados dos dois pequineses que vivem com o Mauricio. Pois eles ficam trancados no banheiro e são apenas libertados aos finais de semana. Pois nos outros dias ele se dedica em dias alternados ao leão que  cria na sala, a cobra da cozinha e ao tigre albino que habita seu quarto. Tigre este que impede que os micos leões dourados saiam do guarda roupas.  
E seria verdade...
Parece resumo de fim de analise este ultimo pensamento acerca das verdades absolutas do interior. Talvez seja. Mas, graças a Deus, voltei para Curitiba.
Então se a moda é criar verdades, criei a minha:
Acredito que os pekes adoraram as férias no interior, onde puderam conhecer os parentes do pai e os respectivos animais de estimação. Adoraram a estadia. Querem voltar em outras ocasiões, mas estão felizes com a volta para seu apartamento onde reina o conforto e o silêncio. Voltar a passear pelas praças agitadas da capital e frequentar o Pequinês Social Club.
Pensamento do dia:
 De ilusão também se vive... E vive- se muito bem...

Saindo das verdades e mentiras volto aos fatos...
Infelizmente esqueci de avisar para a Adriana para não dar comida antes da viagem. Ramon acabou vomitando na volta para casa.
Assim que cheguei levei os dois porquinhos para um bom banho, pois o cheiro estava forte. Deixo claro que falei para Adriana não dar banho, pois fiquei com medo que ela não secasse direito os dois. Dono de pequinês sabe do que estou falando.
Brincadeiras a parte notei que ambos foram muito bem tratados, fizeram o melhor por eles. Na despedida chegaram a chorar pelos cachorros. Mas não foi por isso que eu deixaria de escrever o que penso. Se alguém da família ler me de uma licença poética. Amo vocês apesar dos muros da vida.
Mas... Segundo a veterinária eles estavam tão sujos que a água saia marrom. Ela até perguntou se eles estavam de férias no interior ou em um sítio.
Notei que Ramon voltou mais amadurecido. Sinto que está mais seguro, anda com a cabeça e o rabo empinados. Cada vez mais parecido com o Dodi, agora começou a atender os chamados apenas quando interessa.
Será que isto é maturidade ou eu preciso ser mais firme com os dois?
Seus pekes sempre obedecem quando vocês o chamam?
Como passaram de férias?