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quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

O rapaz "ocupado".

Ontem sai com meus pekes como de costume. Encontrei um moço com um pequinês, ou melhor, uma pequinesa.
A peke era preta com o peito branco, muito bonita totalmente dentro do padrão.
Conversamos muito a respeito da raça.
Em um momento comentei que existia um grupo que fazia encontros. Por algum motivo, não sei o qual, deixei de mencionar que eu fazia parte do PSC.
De uma forma inesperada o rapaz soltou a seguinte opinião:
- Já ouvi falar deste grupo. Bando de gente desocupada, não tem o que fazer da vida e fica fazendo estas bobagens.
Imaginem a minha cara...
O que fazer neste momento?
Fazer de conta que não tinha ouvido?
Argumentar que todos nós temos nossas ocupações e defender o PSC?
Então...
Resolvi mudar de assunto e perguntei qual era a profissão dele.
Acho que foi intuição, veja a resposta.
- Vivo de rendas de um dinheiro que meu pai deixou de herança.
Comento:
- Que sorte a sua!
- Mas você é formado em algo?
O rapaz que tem como única atividade ver o extrato de sua conta responde:
- Não.
Ele pergunta:
-E você?
Organizo só Pequinês Social Club! Nada mais!
Não iria desapontar o “verificador de extrato”.  Poderia ser muito para a cabeça de uma pessoa tão ocupada como ele.

Imaginem a cara dele!

Problema dele...


quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Adeus Chicão

Infelizmente tivemos uma perda em nosso grupo.
Morreu o Chicão. Lindo pequinês cinza da Dalva.
Segundo ela foi um infarto fulminante.
Que Chicão vá com Deus!
Deixo um abraço e os sentimentos do Pequinês Curitibano.
Com o fato é inevitável pensar em questões do depois da morte dos animais. Apesar de não me considerar espírita gostei deste texto creditado a Chico Xavier.
 Chico Xavier tinha uma cachorra de nome Boneca, que sempre esperava por ele, fazendo grande festa ao avistá-lo.

Pulava em seu colo, lambia-lhe o rosto como se o beijasse.
O Chico então dizia: - Ah Boneca, estou com muitas pulgas !!!!
Imediatamente ela começava a coçar o peito dele com o focinho. Boneca morreu velha e doente.
Chico sentiu muito a sua partida. Envolveu-a no mais belo xale que ganhara e a enterrou no fundo do quintal, não sem antes derramar muitas lágrimas.

Um casal de amigos, que a tudo assistiu, na primeira visita de Chico a São Paulo, ofertou-lhe uma cachorrinha idêntica à sua saudosa Boneca. A filhotinha, muito nova ainda, estava envolta num cobertor, e os presentes a pegavam no colo, sem contudo desalinhá-la de sua manta.

A cachorrinha recebia afagos de cada um. A conversa corria quando Chico entrou na sala e alguém colocou em seus braços a pequena cachorra.

Ela, sentindo-se no colo de Chico, começou a se agitar e a lambê-lo.
- Ah Boneca, estou cheio de pulgas !!!, disse Chico.
A filhotinha começou então a caçar-lhe as pulgas e parte dos presentes, que conheceram a Boneca, exclamaram:
- Chico, a Boneca está aqui, é a Boneca, Chico !!!

Emocionados perguntamos como isso poderia acontecer.
O Chico respondeu:
- Quando nós amamos o nosso animal e dedicamos a ele sentimentos sinceros, ao partir,os espíritos amigos o trazem de volta para que não sintamos sua falta.
É, Boneca está aqui, sim,e ela está ensinando a esta filhota os hábitos que me eram agradáveis.
Nós, seres humanos, estamos na natureza para auxiliar o progresso dos animais, na mesma proporção que os anjos estão para nos auxiliar.

Portanto, quem chuta ou maltrata um animal é alguém que ainda não aprendeu a amar.


É para se pensar, poema "Boneca e Chico Xavier"
Nestes links existe mais informações a respeito desta doença cardíaca.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Fim de Férias- Verdades Absolutas


Férias chegaram ao fim. Chega de vida boa, hora de voltar para as alegrias e tristezas do dia a dia.O melhor de tudo, neste encontro com o meu “eu rotineiro”, é reencontrar os meus pekes.
Muitas perguntas vêm à cabeça:
·         Será que ficaram bem?
·         Será que ficaram bem de mais e terão dificuldades para se adaptarem a vida de Curitiba?
Confesso que foi bom passar uns dias sem os pekes. Acabam sendo um vício, que às vezes, é bom ficar em abstinência.  Férias servem para esquecer das responsabilidades. E isto, confesso, que fiz com maestria.
Chegando em  Irati fui direto para ver os pekes, estava ansioso para ver qual seria a reação dos dois. Quando estacionei o carro eles vieram correndo fazendo a maior festa. Dava pra ver que eles estavam, apesar de muito sujos, felizes com o meu retorno.
Tiveram literalmente férias.

·         Nada de escovação diária, horários de passeio, barulho de centro de Curitiba.
·         Comeram comida caseira.
·         Bebiam no olho d’água.
·         Ficavam soltos em um enorme terreno onde poderiam correr o dia todo e o único barulho que tinham eram dos passarinhos do Gabriel e a língua afiada das vizinhas.
Segundo a Adriana eles passavam o dia brincando com o Basset  e só dormiram a noite. Bem diferente da vida sedentária de Curitiba.

Hum?!?!
Ouvi de toda a parentada que os pequineses haviam encontrado o céu.  Sentia claramente que este céu fazia uma contradição clara ao inferno. E não precisa ser nem um gênio para saber onde era o inferno.
Enfim, todo mundo estava falando que eles teriam dificuldade para  adaptarem-se  com a vida de Pequinês Curitibano.  Estavam me transformando em um dono cruel de cachorros trancados em apartamento. Por uns instantes comecei a acreditar que eu era o que eles retrataram.
Mas... Por apenas uns poucos instantes.
Acordei e pensei:
Conheço bem esta história de cidades do interior de reduzir as pessoas a fatos e termos através de uma verdade fictícia. Verdade esta construída sobre muros da vizinhança e rodas de chimarrão.  Uma verdade que tornasse absoluta e indissolúvel.
Acredito que se eu fosse uma das pessoas que estivessem criando esta verdade absoluta sobre o dono dos pequineses exóticos teria caprichado mais.
Seria mais ou menos assim.
Coitados dos dois pequineses que vivem com o Mauricio. Pois eles ficam trancados no banheiro e são apenas libertados aos finais de semana. Pois nos outros dias ele se dedica em dias alternados ao leão que  cria na sala, a cobra da cozinha e ao tigre albino que habita seu quarto. Tigre este que impede que os micos leões dourados saiam do guarda roupas.  
E seria verdade...
Parece resumo de fim de analise este ultimo pensamento acerca das verdades absolutas do interior. Talvez seja. Mas, graças a Deus, voltei para Curitiba.
Então se a moda é criar verdades, criei a minha:
Acredito que os pekes adoraram as férias no interior, onde puderam conhecer os parentes do pai e os respectivos animais de estimação. Adoraram a estadia. Querem voltar em outras ocasiões, mas estão felizes com a volta para seu apartamento onde reina o conforto e o silêncio. Voltar a passear pelas praças agitadas da capital e frequentar o Pequinês Social Club.
Pensamento do dia:
 De ilusão também se vive... E vive- se muito bem...

Saindo das verdades e mentiras volto aos fatos...
Infelizmente esqueci de avisar para a Adriana para não dar comida antes da viagem. Ramon acabou vomitando na volta para casa.
Assim que cheguei levei os dois porquinhos para um bom banho, pois o cheiro estava forte. Deixo claro que falei para Adriana não dar banho, pois fiquei com medo que ela não secasse direito os dois. Dono de pequinês sabe do que estou falando.
Brincadeiras a parte notei que ambos foram muito bem tratados, fizeram o melhor por eles. Na despedida chegaram a chorar pelos cachorros. Mas não foi por isso que eu deixaria de escrever o que penso. Se alguém da família ler me de uma licença poética. Amo vocês apesar dos muros da vida.
Mas... Segundo a veterinária eles estavam tão sujos que a água saia marrom. Ela até perguntou se eles estavam de férias no interior ou em um sítio.
Notei que Ramon voltou mais amadurecido. Sinto que está mais seguro, anda com a cabeça e o rabo empinados. Cada vez mais parecido com o Dodi, agora começou a atender os chamados apenas quando interessa.
Será que isto é maturidade ou eu preciso ser mais firme com os dois?
Seus pekes sempre obedecem quando vocês o chamam?
Como passaram de férias?