Este foi um email que recebi de um dos nossos. Tirarei
nomes por razões obvias.
Serve como uma ótima reflexão.
Ipsis litteris
“Olha só o que esta
acontecendo comigo:
Esses dias estava
chegando em casa e tinha uma mulher parada no meu portão com um pequinês no
colo, observando atentamente os meus cães. Inclusive ela até se assustou quando
me viu.
Eu a cumprimentei afaguei
o seu cachorrinho e até convidei-a para entrar e ver meus cães mais de perto.
Conversamos, até
falei do Pequinês Social Club, do blog, dos encontros, até que ela falou porque
realmente veio: queria se desfazer de dois pequineses!
Ai, se eu pudesse voltar
10 minutos atrás no tempo! Eu “viajando na maionese” achando que tinha acabado
de conhecer uma pessoa legal, que gostasse de pequinês, que poderíamos até ir
juntas aos encontros...
Ela disse que é
criadora e mora numa chácara em XXXXXX, eu até a questionei por ela estar do
outro lado da cidade e ela disse que tem uma filha que mora próxima a minha
casa e veio visitá-la.
As palavras dela:
“O pequinês macho é
territorialista e vive se pegando com o iatsu”
“A pequinesa de cinco
anos já passou por duas cesáreas e teve que retirar o útero.” “Quero doá-los
para quem realmente cuide” “Eu realmente me importo com eles”.
A meu ver ela acha
que esta fazendo uma boa ação doando um cachorro de raça...
Entre o iatsu e o
pequinês ela escolhe o iatsu, isto porque o pequinês ninguém quer no momento,
ele não é um cachorro “da moda”, isso significa mercadoria em estoque pra ela.
A pequinesa já passou da idade fértil, já foi explorada até o último e não tem
direito a uma “aposentadoria”.
E o pior é que ela
acha que eu posso resolver o problema, porque eu abri o meu bocão dizendo que
eu faço parte de um clube de pequineses.
Sabe, há uns dois
meses atrás minha vizinha encontrou uma pequinesa idosa na nossa rua: não tinha
dentes, era quase cega, não andava (não porque estava machucada, era por causa
da idade, ela não tinha vontade de se movimentar), os pelos eram ralos, falhos.
Ela me chamou pra saber se era uma pequinesa mesmo, e ela disse que a
cachorrinha não podia comer pela falta de dentes, até sugeri fazer uma “papinha
de ração”. A vizinha foi muito 10: cuidou, deu banho, tratou na boca, se apegou
a cachorra. Passado alguns dias o marido dela foi sair com o carro e a cachorra
não saiu de baixo, ele também não viu e acabou matando ela. A vizinha ficou
desolada. Essa vizinha tem 5 cachorros de rua adotados.
Depois eu fiquei
pensando... Será que foi essa mulher que abandonou a cachorra?
Agora entendo porque
dizem “Não compre animais, adote!”
Abraço”
Por estas e outras castrei o Ramon e logo o Dodi.
Amigos. Vamos procurar descobrir a origem dos cães que compramos
para que não alimentemos esta indústria maldita.
Obs.: Foto ilustrativa tirada da internet.



