Tradutor

English French German Spain Italian Dutch
Russian Portuguese Japanese Korean Arabic Chinese Simplified
By Ferramentas Blog

Cadastre-se e receba em seu email as postagens

Pesquisar este blog

Seguidores

Welcome ao Pequinês Curitibano.

Histórias de uma Matilha Urbana. Participe!

Facebook

Quem sou eu

Total de visualizações de página

Top Blog

Pequinês Social Club

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Ração certa



Quando o Dodi chegou me programei para dar banho nele em casa. Por isso a história da cama/banheira. Mas desde o inicio já foi bem diferente. Pelas coisas que vi na internet percebi que seria muito difícil para que eu fizesse isto em casa. Para começar, os cuidados com o banho do Pequinês exigem uma boa secagem ele tem muito pelo. Imaginem que um careca como eu teria secador de cabelo. Nem pensar!
Então a cama banheira nem foi cama nem foi banheira. Vou achar o destino certo para ela. Fazer uma doação.
As primeiras vezes que o levei tomar banho fora foi em um pet no shopping Curitiba. Achei o atendimento muito ruim, parecia que a atendente não gostava de cachorro. O mais interessante que lá não tinha preço definido. Um dia era X outro Y.

Resolvi seguir a sugestão de um grande amigo e o levei no Pet Center Curitiba. A Yasmim, a Lhasa do meu amigo, adora os donos do Pet. Esta adoração fez sentir mais confiante na idoneidade dos donos.
O Dodi toma banho de 15 em 15 dias. Noto que ele gosta de ficar lá.
Este  Pet acabou sendo a loja completa para o Dodi, lá ele toma vacina, toma banho e compro ração.
Fui informado pelo pessoal do canil que ele estava acostumado com a Ração Royal Canin. Quando vi o preço cai de costas. Acabei comprando a pedigree por ser bem mais em conta. Com o tempo fui notando que a pelagem do Dodi não estava boa, achei que os pelos estavam secos e quebradiços e com os dentes manchados devido ao excesso de corantes.  Foi no pet que me chamaram a atenção sobre as vantagens de uma ração melhor. Procurei o assunto na net e mudei a ração do Dodi.
È muito importante observar a qualidade do alimento. As rações dividem se conforme o tipo da matéria prima utilizada na sua fabricação. As chamadas super-premium são as que possuem melhor fonte, seguidas pelas rações premium É por isso que muitas vezes achamos uma ração muito cara perto de outra. O porquê dessa diferença é que a matéria prima utilizada por uma é bastante superior a outra.
Agora que escolhemos uma ração de boa qualidade ela estará dividida em diversos sub tipos como filhotes, adultos, alta energia, diet, tamanho do cão...
Um cão é considerado filhote até um ano de idade, salvo em algumas raças muito grandes onde podemos considerar ate um ano e meio, nesse período ele deverá comer a ração apropriada à sua idade e porte da raça quando adulta, isso acontece porque um filhote de pequinês terá necessidades diferentes de um filhote de Dog Alemão, tanto no aporte de nutrientes quanto no tamanho do grão da ração, afinal, um cão do tamanho de um pequinês terá, por volta dos sete meses, um tamanho já definido enquanto o dog alemão estará em plena fase de crescimento.
Muitas pessoas que já tem um cão e acabam adquirindo outro querem comprar uma mesma ração para os dois, isso é possível quando os cães ficam adultos e tem tamanhos no mínimo parecidos. Caso não exista a possibilidade de separá-los nem no momento da alimentação é mais indicado que o adulto coma a ração do filhote que está em pleno desenvolvimento, mas isso pode acarretar alguns problemas como a obesidade do mais velho devido ao aporte maior de nutrientes na ração do filhote.
Existem também rações apropriadas aos níveis de atividade do cão, um animal de trabalho como um cão que anda ao lado de um policial precisa de mais energia do que o cão que esta em casa esperando o dono chegar do trabalho.
Quanto às rações diet, diferente do que muitos pensam, ela não é indicada somente para manter a forma. Existem rações diet para regimes ou até para manutenção do peso ideal, mas o termo diet está diretamente relacionado a tratamentos como por exemplo um cão que apresenta problemas cardíacos vai precisar de uma dieta sem sal ou um problema renal uma dieta com menos proteína, então temos as rações com formulações já prontas.

Experimentei uma série de rações, ganhei inúmeras amostras grátis para escolher a que ele melhor se adaptasse. Nestes dias notei que o Dodi derrubou muito pelo. È normal na troca de ração.  Acabei optando pela super premium Hill´s apesar do preço mais salgado. A princípio o Dodi não gostou muito, pois a palatabilidade não é das melhores. A veterinária falou que é devido à boa qualidade de matéria prima, pois geralmente quando o cachorro devora uma ração é pelo sabor dado pelo excesso de gordura. Vejamos por nós, quem não adora uma fatia de picanha com aquela gordurazinha?

Além da orientação da veterinária que comentou que os melhores Pets do mundo a usam fiz uma breve pesquisa na net e achei a história da empresa muito interessante.

A Hill´s foi a Empresa que se Inspirou em um Cão-Guia

Hoje em dia, a Hill's Pet Nutrition dá seguimento à tradição em cuidados com os animais iniciada em 1939 por um veterinário notável. Seus  alimentos Prescription Diet™ e Science Diet™ oferecem a mais alta qualidade em nutrição para cães que existe.
As linhas de alimentos da Hill's™ surgiram em 1939. O Dr. Mark L. Morris Sr. acreditava que certas doenças de animais de companhia poderiam ser tratadas através de uma nutrição cuidadosamente elaborada. Suas idéias foram então consideradas visionárias na medicina veterinária, e ele logo pode comprovar sua teoria.
Um jovem cego, chamado Morris Frank, perguntou ao Dr. Morris se alguma coisa poderia ser feita para salvar seu cão-guia, Buddy, que estava sofrendo de falência renal. O resultado do esforço do Dr. Morris foi a formulação nutricional do que viria a ser o primeiro produto terapêutico da linha Hill's Prescription Diet e o primeiro alimento de animais de companhia no mundo desenvolvido para auxiliar no tratamento de cães com doença renal. Pouco tempo depois, a Hill's Pet Nutrition foi fundada e o campo da nutrição terapêutica passou a existir para o mundo. Aquele primeiro alimento terapêutico evoluiu para Hill's™ Prescription Diet™ k/d™, que é vendido até hoje.
 
Processo de Fabricação
A Hill’s utiliza a mais avançada tecnologia na fabricação dos seus alimentos para cães e gatos. Como resultado, produz alimentos seguros, altamente nutritivos e palatáveis para pequenos animais. Para fornecer os melhores produtos secos, a Hill’s controla de perto todos os aspectos do processamento — antes, durante e depois da extrusão. Para que os produtos enlatados tenham níveis ótimos de nutrição e palatabilidade, damos enfoque à pré-mistura de ingredientes e ao processamento térmico.

Flavorizantes Naturais
A maioria dos alimentos secos é revestida por um ‘apanhado’ de flavorizantes. A Hill’s utiliza apenas flavorizantes com proteínas de origem animal, e seu sistema flavorizante mostrou ser superior a muitos compostos comerciais disponíveis. Estes aromas naturais ajudam a aumentar a palatabilidade dos alimentos e podem melhorar o seu perfil nutricional. A Hill’s desenvolve flavorizantes/aromas tanto internamente, através de seu Taste Technology Group (Grupo de Tecnologia Gustativa), quanto externamente, com fornecedores. De fato, a Hill’s desenvolveu uma variedade de suplementos aromatizantes proprietários e tem utilizado muitos deles em nossos produtos.




sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Cachorro no Quarto não pode!

Onde um animal dorme em um apartamento?
A resposta é lógica: “Na área de serviço”!
Lá montei um quarto super aconchegante, com muito jornal, água, comida e sua famosa cama/banheira aquecida com velhos cobertores (Esta, como já falei em outro capítulo, seria de dupla utilidade sono e banho), era cercado por um cesto de roupa suja e uma mala de viagem com muitos livros. Tudo isto em um confortável espaço de 2 metros quadrados com vista para a máquina de lavar.


A intimidade conquistada por ambas as partes fez com que o Muro de Berlin caísse. Já era hora dele ter mais espaço. Agora ele esta livre para sair da área de serviço quando quisesse, tanto a mala quanto o cesto sumiram de suas vistas. Ele tinha conquistado quase todo o apartamento. Faltava meu quarto...

Notei que ele não dormia mais na cama/banheira e sim na porta de meu quarto como se estivesse guardando meus sonhos. Vê-lo ali dormindo todas as manhãs fez com que eu o promovesse de ambiente na casa. A partir de então seu quarto fôra transferido para o corredor. Ganhou também um confortável travesseiro. A cama/banheira voltou a função original. Só banheira.

Aquela cama ainda não condizia com a nobreza do Dodi. Comprei uma caminha bem bacana, o corredor exigia algo melhor que um velho travesseiro. Ele parecia agradecido, começou a dormir de barriga para cima. Já estava literalmente em casa.



Ouvi de um amigo que os limites que damos aos cachorros nos primeiros dias serão seguidos por eles com muita obediência. Então estabeleci que em meu quarto ele não poderia entrar. E assim foi durante muito tempo. Ele vinha até a porta e ficava me olhando. Nunca entrava. Parecia que ali tinha um campo de força invisível.
Às vezes até queria que ele entrasse, mas na mesma hora lembrava dos ensinamentos da minha mãe.
Dona Ana veio passar uns dias comigo. No meu quarto tinha uma Palmeira Havaiana que ficava perto da janela. Assim que ela entrou já largou o comentário: Planta no quarto não pode! Tira o oxigênio durante a noite. Pode até matar uma pessoa. Agora cá para nós! Imagine a minha mãe com duas possibilidades para dividir um quarto qualquer:
A primeira seria a mais comum. Ela dividir o quarto com meu querido padrasto, um senhor alto e forte.
A segunda opção seria a minha pobre planta exótica de 35 centímetros.

Qual alternativa consumiria mais oxigênio? A minha pobre planta ou o meu querido padrasto?
A Palmeira Havaiana foi transferida para área de serviço enquanto a Dona Ana estava lá.
Coitados dos Índios da Amazônia rsrs!
Então eu vivia um dilema. Aprendi que nem uma pobre Palmeira Havaiana de 35 centímetros poderia dividir o quarto comigo. O que dizer de um cachorro!!??

Quando ele parava na porta do quarto e ficava me olhado vinha na minha cabeça a Dona Ana dizendo:  "Cachorro no quarto não poder!!!”

Tudo esta definido os limites firmemente  estabelecidos. Eis que uma bela manhã fui acordado pelo Dodi com carinhosas lambidas na minha mão. O danado furou o campo de força invisivel. O dogma foi desrespeitado. Mas  ele só veio me desejar bom dia e lembrar que estava na hora do passeio. Será que preciso falar mais algo?

O Dodi perdeu o respeito por completo. Conquistou a casa toda. A ultima barreira foi derrubada. O quarto era dele!

E ainda ganhou uma cama especial para sala.

Este vídeo ilustra bem este capitulo.
Agora posso dizer que moro com o Dodi!

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Festa do Final


Não iria deixar de perder a grande festa que a gazeta faria no parcão para premiar os vencedores. Seria a possibilidade de ver de perto os meus concorrentes e reverenciar os vencedores.

A festa foi muito bacana, muitos cachorreiros estavam lá. Vi pessoas que há anos não via. Inclusive uma ex namorada da época do colégio. 

Durante o concurso conheci pelo orkut o Pingo, que ficou em  2º lugar. Na festa  conheci ele e sua Dona. Infelizmente não vi a Laika nem o Baco.

Durante o evento ocorreram desfiles de moda canina. Interessante observar o quanto humanizamos nossos animais. Era um cachorro mais enfeitado que o outro.

O pessoal da organização do desfile veio até nós pedir para que o Dodi desfilasse. Pensei que a história da Gazeta tinha acabado com a brincadeira  dele destruindo o Jornal. Ledo engano!

Lá fomos o Dodi e eu para os bastidores.

Não deu tempo nem de pensar direito, quando vi estávamos na passarela. Fomos os últimos a entrar no ultimo desfile. Com as roupas  que vieram diretamente de NY Veja a matéria da Gazeta

E assim foi o final de tudo.

Talvez o resumo da ópera seria: “Aos cães de passado triste os louros da vitória, ao Dodi as roupas de Nova York”.

 

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Gran Finale


Poucos foram os dias de votação da segunda etapa, mesmo assim foram cansativos. Quando acabou a campanha agradeci a Deus. Pois no início foi diversão, mas depois acaba por virar em um vício.

No  dia do resultado acordei super cedo e fui a uma banca de jornal para ver se o Dodi tinha ficado entre os 10 finalistas.

Não deu!!!

Infelizmente não conseguimos. Mas bola para frente. Percebi , para minha total surpresa, que muitos amigos ficaram mais tristes  que  eu. Acho que foram os que votaram de verdade ( rsrs)!

20º Lugar 14.452

Encarei como uma vitória, pois passamos do 26º lugar para o 20º colocado.

À noite eu estava em casa com uns amigos tomando vinho e lendo o resto do Jornal. Eis que para minha surpresa o Dodi  saiu em disparada de sua cama e vooooooooooooooooou sobre o sofá onde estava o  caderno animal. Gritei para que ele não fizesse aquilo. O Toni me olhou com sarcasmo e disse de maneira extremamente irônica dizendo:

“ Por que não (rsrs)?”

Todos nós rimos muito.

E como dizem os sábios Romanos “In Vino Veritas

È lógico que não deixaria de filmar este grande e único momento.

Ele pegou aquele jornal com uma vontade era inacreditável, parecei que seus instintos mais primitivos afloraram naquele exato momento. Parecia uma presa em seu poder.

Veja o que estou narrando.Juro que a iniciativa foi do Dodi. Rimos muito. Foi como se fosse o “gran finale” de toda aquela epopéia do cachorro do ano.

A história do Concurso só poderia terminar assim. Entre amigos, com boas risadas e em meio a taças de um bom Pinot Noir.

Daí eu repito. Quanto mais eu conheço os cachorros, mais eu percebo que eles são a cara do Dono.

Tomara que a Aika entenda que não foi pessoal. Ela mereceu. Mas o momento era só nosso.

In Vino Veritas!!!

 

 

DIVERSÃO e não EXAUSTÃO

Todas as pessoas que conhecem o Dodi reclamaram do texto que escrevi para o concurso. Acabei concordando que não fui feliz ao passar a minha idéia. O que eu queria dizer seria que o Dodi é um cachorro que “sofre” com a fama de ser temperamental. E por causa desta fama, que não condiz com a realidade, ele deveria fazer análise. Até o editor da Gazeta fez um resumo do texto que o deixou um velho ranzinza.
O Dodi tem um temperamento incrível. Ele é educado, quieto, carinhoso e, à medida que vai aprendendo as coisas, muito obediente. A antítese do que as pessoas entenderam do meu texto mal escrito.
Já na campanha para o Cachorro do Ano da Gazeta do Povo coloquei como foco a DIVERSÃO e não a EXAUSTÃO. Não passei noites votando, mas sim bolando estratégias para angariar votos. Como os candidatos a cargos políticos da eleição deste ano, usei muito o twitter para divulgar minhas idéias e vídeos.
Postei um vídeo de agradecimento para a entrada no Segundo Turno.
Fiz um vídeo inspirado na campanha presidencial. Confesso que acho que peguei pesado demais.Vivemos em um País democrático, onde os candidatos devem expor suas idéias, cabendo a nós o discernimento para escolhermos os melhores projetos, para assim votarmos com consciências naquilo que acreditamos ser o melhor para a Nação Brasileira. Não é chamando os políticos pejorativamente de Cachorros que o processo democrático do País melhora.
Para amenizar a situação apelei para o Obama e para o Lula. Foi o vídeo que mais gostei, principalmente a música. Os comentários no twitter  dele foram ótimos.Dodi Globalizado
Aproveitar a campanha para levantar a bandeira da Adoção. Então postei Dodi e a Adoção
Com esse vídeo conheci pessoas que dedicam suas vidas a causa dos animais. Incrível a quantidade de almas generosas, depreendidas e comprometidas com os cães abandonados. Este assunto merece um capitulo inteiro.
Fato engraçado eram aqueles amigos que diziam votar. Um deles chegou a me ligar dizendo que só naquele dia tinha votado mais de 100 vezes. Detalhe, a votação já tinha acabado a três dias (rsrs). Fiz-me de louco e agradeci. Mas não posso reclamar, muitos amigos me ajudaram muito.
Obrigado!

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Alea jacta est

Com o início do concurso veio o susto da quantidade de concorrentes. Foram 3.513 candidatos inscritos. Quanto cachorro!!
Foi muito legal ver a foto do Dodi no meio da cachorrada.
 http://www.gazetadopovo.com.br/cachorrodoano2010/todos.phtml
De cara percebi que o páreo seria muito difícil, teria que fazer uma campanha aos moldes das candidaturas políticas.
Então criei:
Um orkut ;
um twitter;
e melhorei o perfil do youtube .
Através do orkut descobri um mundo canino. São muitos cachorros que o possuem. As pessoas o utilizam para troca de muita informação como: cuidados diários, venda e adoção de filhotes, festas direcionadas a este segmento e claro: Casamentos. Nesta ferramenta, hoje, estou com 371 amigos, os quais me ajudaram na campanha do Dodi.
Acabei fazendo uns 12 vídeos, colocando no You Tube e divulgado no twitter. Este está com 569 seguidores. Nada mal para um cachorro.
E foi assim que eu passei para os 30 finalistas. Atingi 7.953 votos, 26 º lugar. Praticamente elegeria um vereador. Deixei muitoooooooooo Cachorro Bom para traz. Já me considerava vitorioso. Veja o Link da gazeta do povo .
Foi uma grande emoção ver o Dodi no Jornal impresso na Edicão especial do Caderno Animal. Este ficará guardado para resto da vida, faz parte da  historia minha e do Dodi.
Mas o  que de melhor aconteceu  foi a centena de amigos que fiz, que embarcaram nesta brincadeira.
Obrigado Amigos!!

Cachorro do Ano Gazeta do Povo 2010


Um amigo me avisou que a Gazeta do Povo iria fazer um concurso de cachorro.Com a Titulo de: “O Cachorro do Ano 2010 da Gazeta do Povo”.
O assunto entrou por um ouvido e saiu por outro.  Até que um dia estava procurando uma matéria na Gazeta On-line e cai no caderno animal.  Li o regulamento da inscrição. Resolvi faze-la.  Será divertido, pensei.
Possuía vários itens no edital:
-Criar um texto simples falando do animal.
Deveria ser bem pequeno, um texto twitter com 140 caracteres. Agora vem cá, você acharia fácil falar da personalidade de seu cachorro em 140 caracteres? Eu não achei.
Escrevi muita coisa. Mas sempre tentando encaixar nos benditos reduzidos caracteres.
Olha os rascunhos que eu fiz:

a) Olá Sou o Dodi o temperamental.
Tenho tudo para fazer analise para o resto de minha vida. Pois descendo de uma das famílias mais antigas de cães do mundo, pertenci à corte chinesa imagine quanta neurose. Viemos para o Brasil! Carnaval, caipirinha e muita cachorra. Viramos uma febre nacional, todos tinham um pequinês. Saímos da moda e quase entramos em extinção.
E ainda me chamam de nervosinho, teimoso, ciumento anti-social preguiçoso.


b) O que falam de mim pelos parques:
Nenhuma utilidade além da presença.
Nervosinho, teimoso, ciumento, anti-social e preguiçoso. Minha família foi tirada da China por causa da Guerra do Ópio. Vagamos pelo mundo, nos popularizamos e quase nos extinguimos.
Encontrei um ótimo analista que me ajudou a ficar calminho, super sociável, simpático e “mentiroso”.
Por isso vote em mim para o Cachorro do ano 2010.

A síntese deles foi este texto abaixo:
Sou considerado “O Temperamental”: nervosinho, teimoso, ciumento e anti-social. Um prato cheio para um analista. Ajude a melhorar minha auto-estima. Vota em mim para cachorro do ano 2010. Vota vai...

-Postar uma  foto.
  “Ter um pequinês é um ato de admiração mutua”. Demorei a entender o significado desta frase. Até que notei que o  Dodi passa horas me admirando. Fica deitadinho me acompanhando com os olhos de lá para cá.
Em um dia destes tirei uma foto que captou exatamente esta contemplação. Apesar de  ter fotos que ele estava muito mais bonito foi essa que escolhi.
Perceba o olhar dele!


- Produzir um vídeo.

Eu não tinha a mínima idéia de como montar um vídeo. Meu espírito de competidor me deixou inquieto. Aprendi a fazer o vídeo!  Foi muito divertido, perdi uma tarde para entender como funcionava o Movie Maker e para criar o vídeo.

 Ótimo, criei o vídeo!

Onde posto?

Lá fui eu fazer uma inscrição no You Tube. Agora que sei como funciona acho super fácil, mas antes de aprender era um bicho de sete cabeças.

Então coloquei este vídeo na inscrição Pronto! A inscrição foi feita e enviada com todos os itens. Agora era só esperar a publicação na Gazeta.

 

 

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

A lembrança mais antiga que eu tenho desta raça era de uma vizinha no interior do Paraná. Na cidade de Prudentópolis. Ela era uma senhora gaúcha de descendência italiana que possuía muitos netos, era chamada carinhosamente de Nona. Possuía um casal de pequineses pretos que atendiam pelo nome de Chiquinho e Chiquinha.
Particularmente os achava bem feios, pois a Nona não tinha tempo nem idade para dedicar aos cuidados necessários desta raça. Principalmente a escovação.
Imagine dois animais peludos que viviam em um enorme terreno que possuía muito barro. Pareciam dois mendigos.

Para não correr este risco tratei de me informar acerca dos cuidados diários desta raça.
Acredito que o mais importante no que se refere à higiene e a escovação diária.
Li muita coisa na internet, mas a rotina de escovação que mais me adaptei foi de um dia fazer a escovação com uma mistura de condicionador de cachorro com água em um borrifador e no outro dia a com talco.

O mais engraçado que eu já fazia muito tempo que não me preocupava com escova, condicionador e afins. Pois meu cabelo já caiu há muito tempo ( rsrs).

Enfim, às vezes, me sinto um cabeleireiro, pois esta escovação dá trabalho, mas o resultado salta aos olhos. O pelo do Dodi está cada vez mais bonito.


Ele já deveria estar acostumado com esta rotina no canil, pois não teve o menor problema para aceita-la. Parece ser o momento do relaxamento, ele chega a dormir no meu colo, às vezes até ronca. Prefira as horas que antecedem o horário que ele dorme. Fica bem mais fácil.



Obs.:
Detalhes importantes: A escova ideal é a de metal, sem bolinhas nas pontas. Quanto ao talco compre um anti-pulgas, pois já exerce duas funções.

Cães elegantes


Considero a pequena Praça do Japão uma verdadeira jóia de Curitiba. O lugar é belíssimo. Os cachorros que ali conheço tem nomes clássicos como: Lorenzo, Bernardo, Luiz Roberto. Todos sempre estão muito limpos e escovados... Iguais aos donos! Existem muitos cães grandes que moram em apartamento nesta região. Perguntei a uma jovem senhora muito elegante, que usava um colar de perolas, dona de um labrador, que também usava uma coleira de perolas, se o tamanho do animal não causaria problemas. Ela respondeu que além do cachorro passar o dia na creche ( creche ?!?) ele é muito educado e não faz bagunça alguma que parece não existir animal no apartamento. Só faltou ela dizer que ele estudou no Bom Jesus Internacional desde filhote que vai a missa todo domingo na Igreja Sagrado Coração do Menino Jesus e que aprendeu a nadar os 4 estilos nas piscinas do Clube Curitibano.
Os apartamentos desta região possuem muito espaço. Não é de duvidar que um labrador possa até correr dentro do apartamento, saltar na piscina que ninguém vai notar. Tirando a empregada, é claro!

Em um papo com Eliodora Mendonza dona do collie Lorenzo fiquei sabendo que a moda do momento na região é esta creche canina. Comentou que possui um grande espaço nos fundos, onde os animais podem brincar a tarde toda. Logo levarei o Dodi para conhecer e comento mais. Será que eles têm aulas de Francês?

Apesar do Dodi ter origem Chinesa acho que ele combina com a arquitetura da Praça. Parece fazer parte do cenário.

Também não posso esquecer de comentar um fato interessante. Existia um casal que estava com uma Lhasa Branca chamada Fedora que estava de sapatos. Não me contive e perguntei o porquê. Segundo o casal é para o animal não pisar no chão quente. Agora imagine você pisando no asfalto descalço. Tenho que pesquisar isto. Será que eles têm uma resistência maior ao calor nas patas? Senão sapatos para o Dodi!


Cara de um focinho de outro.



Outro lugar que vou é a Praça Oswaldo Cruz. È um lugar muito utilizado pelos adeptos de exercícios. Não acho uma praça bacana para cachorros. Acabamos disputando espaço com os atletas. Mas, por vezes, a freqüento.

Lá conheço outro grupo.
Uma japonesa que possui lhasa macho branco. Percebo que o cão não gosta nem do Dodi nem de mim. Já a dona gosta de nós. Ai dever estar o problema para ele. Ela é uma pessoa de muitas palavras, super simpática, uma pessoa muito agradável. Gosto muito de conversar com ela.

Uma Poodle branca que parece uma gueixa, anda graciosamente e é extremamente tímida além de feminina. Quando o Dodi passa ela se retrai e coloca o rabinho entre as pernas. Já chegou a sentar para que o meu pequinês não a cheirasse. Mas nunca latiu nem fez cara de medo. Deve ser charme. A Dona é outra japonesa. Esta já senhora, que configura a visão típica da sua cultura. Uma senhora nipônica clássica dos filmes Orientais.

Existe também a mulher basset. Ela esta sempre correndo puxando seu cachorro. Fala que o coitadinho adora correr e que ele tem medo de outros cachorros. Será? Acho que ele não gosta de correr e está louco para fazer amizades. Pena que não consegue falar para dona, pois ela esta sempre correndo rsrsrs!

Uma neurótica e seu lhasa macho preto. A conheci em uma das primeiras vezes que fui na Oswaldo. Foi um domingo pela manhã, muitos cachorros estavam lá. Percebi que uma moça estava sentada solitária com seu cachorro. Quando passei com o Dodi o lhasa veio em nossa direção com cara de amigo.E para variar queria briga. A minha surpresa foi quando percebi que a dona começou a gritar dizendo:
Se defenda, mostre quem manda (ela falava isto para o Dodi).
Achei estranho, dei um sorriso amarelo e sai para continuar meu passeio.
Quando terminei a volta na praça fui conversar com um grupo de cachorreiros. O papo estava bem animando até que apareceu a neurótica com seu pretinho.

O silêncio imperou. Todos seguraram seus cachorros.

Ela veio em minha direção falando com o Dodi e pimba!! O cachorro dela avançou novamente no Dodi. E para variar ela gritava: Se defenda, mostra quem manda.
A japonesa, de muitas palavras, resolveu posicionar se.
- Não passe suas neuroses para o cachorro. Acho que você deve fazer analise e parar de brigar com ele.
Depois senti o quanto ela é louca. Sempre chega perto da vitima com seu cachorro, espera ele atacar e começa a gritar sempre a mesma coisa. Se defenda, mostra quem manda! O lhasa dela deve entender que é para ele continuar fazendo a mesma coisa. Atacar!
Fiquei sabendo que em meu prédio tinha mais uma pessoa com cachorro. Mas não sabia quem era. Esta mulher viajava em alguns finais de semana e deixava o cachorro trancado em casa sem parar de latir. Não deixando os vizinhos em paz. Imagine a crueldade com o cachorro e com os coitados dos vizinhos.
Em uma tarde eu estava embaixo do prédio e vejo chegando o lhasa preto com a neurótica. Ela não me reconheceu e veio ao meu encontro e a história se repete. SE DEFENDA, MOSTRE QUEM MANDA!
Não é que a neurótica é a mulher do meu prédio, que viaja e deixa o cachorro latindo.
Ô sorte!

Cada vez me convenço mais que o cachorro é o reflexo do Dono. Já analisou como é seu cachorro?

sábado, 21 de agosto de 2010

O lado negro da Rui Barbosa

Quero que fique claro que o Dodi não é nenhum medroso. Acho que depois do Maltes ele acordou para as relações caninas.

Certa noite de Domingo, por volta das 19hs, saímos para ele tomar um ar. Percebi que a Praça muda de freqüentadores este dia, fica um tanto mal freqüentada.

Assim que notei, levei o Dodi nas ilhas laterais, para que assim que fizesse o serviço fossemos para casa rapidinho.
No centro da Praça havia um grupo de pessoas estranhas. E junto um cachorro grande. Estavam usando Drogas.
Acabei me distraindo, quando olhei pra trás percebi que a gang estava ao meu lado. O homem que segurava o animal perguntou se o Dodi era bravo. Respondi que não, mas não deveríamos deixar os dois perto, por serem dois machos.

O cachorro era o triplo do Dodi. O grandão começou a babar e latir. Para minha surpresa o Dodi virou um leão. Até o latido dele mudou. Ele pulava em direção ao cachorro.

Falei para o homem que saísse de perto. Ele continuou ali. Percebi que estavam mesmo drogados. Acabei ficando irado como o Dodi.

Chegou ao ponto de eu mandar o homem sair de perto de nós dizendo: O seu cachorro é menor que o meu, mas eu sou bem maior que você. Ou você sai daqui ou eu arrebento sua cara.

Graças a Deus a polícia apareceu e os marginais sumiram dali.

Então fica a dica: Praça Rui Barbosa jamais Domingo à noite.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Amigos e inimigos


Um animal insere  seu dono em novos circuitos sociais. Começamos a ver certos lugares de nosso cotidiano de formas bem diferentes. O ponto de encontro dos cachorreiros são as Praças. Cada uma delas é freqüentada por pessoas muito interessantes.

Praça Rui Barbosa.

 Sou criticado pelos meus amigos por freqüentar tanto este local, todos acham que é perigoso. Tenho certeza que o Dodi gosta dela. Pois ela tem várias ilhas de gramado que  devem ser um paraíso para o seu nariz curioso. Cada ilha um cheiro, uma história olfativa.

Nela vejo Curitiba acordar através dos ônibus lotados de trabalhadores e alimentam o centro da cidade. Cada um com seu “armagedon pessoal”.

Lá conheci a Dona Julia. Uma senhora muito simpática que leva a sua Poodle  que tomou remédios para curar uma séria queimadura que teve em um Pet carniceiro. Diz a Senhora que a Fifi quando voltou deste lugar dormia ao lado da geladeira para tentar amenizar a dor.

Tem um super jovem senhor muito simpático que possui 3 Cokers. Parece que o trio é o Avô, a Mãe e o Netinho. Morro de inveja dele, pois ele controla os 3 sem coleira na Praça. Parecem um furacão, chegam e saem muito rápido.


Também tem uma moça que possui um Coker. O cão tem até plano de saúde, pois por incrível que pareça ele tem epilepsia e por isso toma gardenal . Vive no médico. O cachorro parece meio distante mesmo.

E por fim o INIMIGO do Dodi! Um maltes branquinho que parece uma bola de algodão. Mas por traz daquela aparência angelical  esconde-se  um pequeno demônio. Dizem que o cachorro é a cara do dono. Então imagine a dona!! Uma senhorinha magrinha, de cabelos negros.  Se ela fosse um cachorro seria um  Pinscher. Caso  eu resolvesse  adivinhar a profissão dela diria que é funcionaria pública federal aposentada . Pois bem, o fato foi o seguinte:

Estava eu com o Dodi pela praça quando ele viu o pequeno anjo disfarçado. Na minha ingenuidade me aproximei da dupla.

Perguntei a senhora: È bravo?

A Diretora aposentada, fumando seu cigarro matinal, respondeu: Não, ele é tranqüilo.

O pequeno Dodi se aproxima balançando o seu rabinho. O lindo anjinho fez o mesmo. Parecia que eles se tornariam grandes amigos.

Pareciaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa...

Até que aquele pequeno animal virou praticamente um lobo selvagem. Mordeu o Dodi. Puxei rapidamente o cachorro pra o meu colo. O coração do Dodi estava disparado. Pois foi a primeira vez que isto aconteceu.

A diretora aposentada de Colégio público do subúrbio, depois de uma boa tragada olhou pra mim e disse rindo entre a fumaça que saia junto com suas palavras:

Eu menti! Ele é Bravo!


Prefiro não tecer mais nenhum comentário a respeito desta dupla.

 


História Nobre

Considero a internet uma invenção que se iguala ao fogo e a roda. Acho fantástica a facilidade que temos para obter informação de qualquer assunto em segundos. Em uma destas pesquisar achei a historia do pequinês. Fique surpreso em saber que ele é uma das raças mais antigas.

Contam que em 1860 o Palácio Imperial de Pequim na Cidade Proibida na China, foi invadido e saqueado por tropas franco-inglesas numa ação coordenada pela França e Inglaterra na destituição do poder daquela Dinastia.
Durante a invasão, soldados teriam encontrado centenas de pequenos animais mortos, e estes, mais tarde reconhecidos como ancestrais dos pequineses atuais por historiadores. Surge a idéia de que os chineses preferiam ver seus cães, tidos como sagrados, mortos a vê-los em mãos ocidentais, sobretudo naquelas que invadiam o Palácio de Verão.
Encontrariam, ainda durante a invasão, cinco exemplares vivos devidamente posicionados ao redor, como que a guardar o corpo, da princesa que se suicidara. Em outra literatura, o corpo encontrado seria aquele da tia do Imperador Chinês.
Não nos cabe contestar a história mas o certo é que desta invasão foram levados cinco exemplares do "pequeno cão leão" de volta para a Inglaterra. Eles teriam saído do Palácio como presas de guerra, pelas mãos do Lorde John Hay, Tenente Dunne e do Sir George Fitzroy.
Já na Europa ocidental eles seriam distribuídos e direcionados como descrevemos abaixo sob pretexto de ilustrar a história:
O Lorde John Hay ficou com o macho fulvo para si que chamou de Schlorff e este teria vivido até aos dezoito anos de idade. O Lorde presenteou ainda sua irmã, Duquesa de Wellington com uma fêmea, que recebeu o nome de Hytien.
O tenente Dunne presenteou a Rainha Victória com uma fêmea parti-color, castanho e branco, que recebeu o nome de Looty. O súbito aparecimento desta raça exótica, e o apreço da rainha pela sua fêmea, aliado a sanções comerciais impostas a China, teriam propiciado novas importações, muitas não documentadas, que fariam o número de exemplares aumentar rapidamente no oeste europeu.
As duas últimas fêmeas foram dadas para a Duquesa de Richmond e Gordon que chamou uma delas de Guh e a outra de Meh .
Estas últimas teriam contribuído para estabelecer a raça na Grã-Bretanha dando origem a linha de sangue Goodwood que foi a primeira designação dada a uma criação de pequineses. A reprodução destes durou até o início do século com a contribuição e dedicação de Lady Algernon Gordon Lennox, cunhada da Duquesa.
Outras importações foram realizadas pelo comandante da marinha mercante, Capitão Loftus Allen, que levou para a Inglaterra, um macho para sua esposa em 1893, que chamou de Pekin Peter. Em 1896 retornou com um casal preto, Pekin Prince e Pekin Princess (3,6 kg e 2,7 kg respectivamente).
Os animais levados da China naquela época, tinham cerca de 8 polegadas, em média, de altura.
A criação criteriosa européia obteve exemplares de rara beleza e, ao mesmo tempo, decaía a qualidade dos exemplares na China sendo necessário re-importar reprodutores da Europa e Austrália.
Em 1902 foi criado o Clube do Pequinês e em 1919 foi feito o primeiro registro da raça pelo Kennel Clube da Inglaterra.
Em 1909 foi criado o Clube do Pequinês da América, nos EUA, e em 1911, organizado a primeira exposição especializada com 95 exemplares inscritos.
No Brasil, à partir da década de cinqüenta, a raça receberia um impulso advindo da importação de exemplares importados para a melhora do plantel nacional, as décadas de 60 e 70 marcam uma verdadeira "febre" pela raça. Muitos lares tinham seu exemplar, típico ou não, mas que dava idéia da dimensão da popularidade da raça no país.

Com a criação do Clube Paulista do Pequinês, dirigido pela Sra Yvonne Malanconi Mossi, alguns criadores, entre eles, Dna Belkis, nossa entrevistada, procuravam criar critérios de distinção e divulgação do padrão correto da raça.
Precisamos lembrar, entretanto, que naquela época a televisão, revistas especializadas, e outros veículos de informação não tinham a abrangência que têm hoje.
O que se seguiu foi uma seqüência de acasalamentos que resultaram em descendentes fora daquelas características marcantes e desejadas. A ausência de importações, a formação de criadouros meramente comerciais e a mestiçagem da raça, causaram uma sensível redução no número de cães em exposição e a descaracterização da raça.
Como mesmo modo que cresceu o número de animais, supostamente pequineses, decresceu a partir da década de 70. Outras pequenas raças, naquela época denominadas cães de luxo, foram introduzidas no país, e isto teria contribuído para o escasso número de exemplares que se viu posteriormente.
A cultura dos acasalamentos sem critérios, sem noções de qualidade, terminou por gerar animais mestiços, congênitos e degenerados quando analisamos sob a ótica do rigor técnico. As famílias de cães usadas na procriação, ainda que legítimos, não eram precursoras dos caracteres físicos e genéticos desejados.
Não queremos discorrer sobre erros do passado, apenas cita-los como forma de experiência para o futuro.
A década de 90 marca um novo recomeço para a raça no Brasil com a entrada, em solo nacional, de excelentes animais importados. Falaremos um pouco sobre este período no objetivo do site.
Esperamos ter contribuído para mostrar um pouco da história deste belo e de bom espírito cão, que denominamos pequinês.








Referência http://www.pequines.com.br/texto1.asp

O Pelo do Careca


A lembrança mais antiga que eu tenho desta raça era de uma vizinha no interior do Paraná. Na cidade de Prudentópolis. Ela era uma senhora gaúcha de descendência italiana que possuía muitos netos, era  chamada carinhosamente de Nona. Possuía um casal de pequineses pretos que atendiam pelo nome de  Chiquinho e Chiquinha.
Particularmente os achava bem feios, pois a Nona não tinha tempo nem idade para dedicar aos cuidados necessários desta raça. Principalmente a escovação.
Imagine dois animais peludos que viviam em um enorme terreno que possuía muito barro. Pareciam dois mendigos.

Para não correr este risco tratei de me informar acerca dos cuidados diários desta raça.
Acredito que o mais importante no que se refere à higiene e a escovação diária.
Li muita coisa na internet, mas a rotina de escovação que mais me adaptei foi de um dia fazer a escovação com uma mistura de condicionador de cachorro com água em um borrifador e no outro dia a com talco.

O mais engraçado que eu já fazia muito tempo que não me preocupava com escova, condicionador e afins. Pois meu cabelo já caiu há muito tempo ( rsrs).

Enfim, às vezes, me sinto um cabeleireiro, pois esta escovação dá trabalho, mas o resultado salta aos olhos. O pelo do Dodi está cada vez mais bonito.


Ele já deveria estar acostumado com esta rotina no canil, pois não teve o menor problema para aceita-la. Parece ser o momento do relaxamento, ele chega a dormir no meu colo, às vezes até ronca. Prefira as horas que antecedem o horário que ele dorme. Fica bem mais fácil.



Obs.:
Detalhes importantes: A escova ideal é a de metal, sem bolinhas nas pontas. Quanto ao talco compre um anti-pulgas, pois já exerce duas funções.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Cocô


Comprei uma coleira em um pet perto de casa para levar o Dodi passear. Comecei levando na Praça Rui Barbosa. 
A primeira vez que ele chegou lá ficou estático. Acho que nunca tinha visto tanto movimento. Mas foi ali que ele fez o primeiro cocô fora de casa.

O Dodi fez apenas dois cocôs em casa, o primeiro foi o que eu narrei em outro capitulo, o segundo foi engraçado.
Todos os dias quando levanto tenho a minha rotina. Como, acredito eu, a maioria das pessoas.Só que na visão do meu cachorro era dividida em 3 etapas: Levanto, ligo a cafeteira, vou ao banheiro e tomo café. Só após esta sequência levo o Dodi para passear para ele fazer suas necessidades. Surpresa eu tive quando em uma manhã qualquer levantei, fui ao banheiro, tomei café e FUI TOMAR BANHO. Foi nesse momento que o Dodi começou a mostrar sua personalidade. Pois ai sair do meu banho quente percebi que ele tinha feito um belo serviço em meu quanto com requintes de crueldades. Ele havia feito muito cocô, em vários montinhos separados. Um em cada canto do quarto. O pior que ele me olhava com uma cara que era auto explicativa. Lia-se: “ Você foi tomar banho antes do meu coco”
Não consegui brigar com ele, até ri do pequeno. Mas comecei a perceber que teria de mudar minha postura. Claro que não deixaria que ele mandasse nos meus horários. Percebi que quando eu terminava meu café passava a ele uma ansiedade de que logo sairia com ele. Acho que cachorro sente nossa energia.
Comecei a mudar minha postura em relação às manhãs. Deixando claro que nós sairíamos, mas não na mesma sequência de sempre. Louco isto, mas funcionou. Nunca teve mais coco em casa
Pena que não posso dizer o mesmo do xixi,  pois ai foram muitas vezes. Onde ele sempre caprichou em todos os cantos da casa. Principalmente em meu tapete da sala. Foi ai que fiquei amigo da dona da lavanderia.
Primeiro prejuízo de R$ 70,00.
Cheguei em casa com o tapete cheiroso da  lavanderia, estendi o tapete na sala. Fui até a cozinha. Voltei e vi que em questões de segundos havia outra mancha de R$ 70,00.
Dodiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii!!
È lógico que não levei novamente o tapete na lavanderia. Resolvi lavar em casa mesmo. Até que foi fácil. O problema veio depois. O tempo de Curitiba voltou contra mim. Uma semana de chuva. O tapete ficou tão fedido que fiquei com medo que alguém achasse que eu estava mantendo um cadáver em casa.  Tive que pagar mais R$ 70,00 na lavanderia.
Fui ao supermercado e comprei um produto para espirrar em lugares que ele não poderia fazer xixi. Paguei R$30,00.
Resultado R$30,00 + R$70,00 = R$ 100,00. Obviamente sem contar os Danos Morais.
Percebi que não adiantava brigar com ele. È uma necessidade fisiologia algo que nem um ser controla.
Resolvi de maneira simples. Levo ele passear no mínimo 2 vezes ao dia. Nunca mais fez xixi em casa.
Quem não deve ter gostado disto foi a dona da lavanderia...
Paciência ela nem era tão bonita rsrs!

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Pequin�scuritibano

Pequin�scuritibano

A volta do Trabalho.

Passei o meu trabalho todo pensando no Dodi. O que teria acontecido?
Já na entrada do prédio estava esperando o porteiro falar que o cachorro fez escândalo, que latiu, uivou, cantou ópera. Mas nada falou.

Uffa primeira etapa foi vencida.

E a segunda? Como deveria estar o meu apartamento?
Abri vagarosamente a porta. Para minha surpresa "nada" tinha acontecido! Absolutamente nada! Nada de filme de terror ou comédia a casa não estava virada de pernas pro ar.

Opá...Será que o cachorro morreu?

Mas lá estava o Dodi, parecia que ele esta no mesmo lugar.
Estava  deitado na cama/banheira como se nada tivesse acontecido.

A única coisa que ele fez foi levantar de leve seu rosto, obviamente para mostrar que tinha sentido a minha presença.

Estranho, muito estranho.

O Cocozão

Por volta do meio dia chegou a dona do canil com o pequeno príncipe. Ela abriu a caixa e nada do Dodi sair. Parecia com medo.
O que deveria passar na cabeça do cão  naquele momento?
Casa nova, dono novo.Como serei tratado? Acho que viajei um pouco nos pensamentos do Dodi.

Ele acabou tomando coragem e saiu. Olhou em sua volta cheirou o tapete e fez um enorme cocozão. De cara já mostrou  quem mandava ali.

Quando ficamos sozinhos ele foi para debaixo da mesa e lá ficou durante muito tempo. O olhar dele se fixava em mim, só era interrompido pelas suas cheiradas ao vento para sentir o clima.

Como já estava na hora de eu sair para trabalhar, apresentei a ele o seu novo quarto com vista para a máquina de lavar. Fiz um muro com o cesto de roupa suja e uma mala cheia de livros. Parecia uma favelinha. Para garantir que o resto de minha casa estaria no lugar que eu deixei quando voltasse.

Sai para trabalhar com o coração na mão. O que aconteceria no tempo que eu estaria  fora?

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Batizado

Abri o olho e o nome veio: " Dodi ". Simples, curto e com um sotaque italiano ( alguns dizem ser árabe)


Combinei com a dona do canil que trouxesse o pet  na segunda feira a tarde em casa.
A manhã foi cheia de expectativas e pequenas adequações de espaço no meu apartamento.

Decidido que o quarto do Dodi seria na área de serviço. Mas todo quarto precisa de uma cama. Lá fui eu a procura de uma cama.

Eu com meu grande senso prático resolvi a questão comprando uma banheira de bebê. Colocava um  travesseiro velho que teria uma cama e para dar banho só encher de água. 

Em Casa sem Dodi, mas com 2 Habibs

Chegando no meu Prédio confirmei com o Porteiro se poderia ter animais no condomínio. De cara ele falou que não teria problema. Fiquei aliviado pois já tinha fechado o negócio.

Problemas práticos ( eu achava rsrs) resolvidos, vamos aos filosóficos.

Dois Habibs na mesma casa seria impossível. Imagine alguém chamando Habib  e os dois abanando o  rabo.

No início até poderia aparece engraçado, mas depois poderia se tornar um problema.

Então teria  que batizar o meu pequeno pet.

Qual o nome ideal para um rapazinho de 9 meses de idade?
Pensei, pensei..mas pensei muito!!!Procurei na mitologia Grega, Romana, história Clássica, em listas da internet, perguntei para os amigos, mas nada me convencia. Minha cabeça a mil lá pelas 2 da manhã de segunda.
Tomei um Dramim e decidi que o primeiro nome que eu pensasse pela manhã seria o nome do meu cachorro novo.

Amor a Primeira Vista

Fui me aproximando daquilo que parecia ser o melhor da feira: Os Cachorros!
Cheguei perto do primeiro expositor. Para minha surpresa nostálgica eram Pequineses!
Achei que este pequeno cãozinho só existisse nas minhas lembranças da infância.
Aquele cachorro da Vovô.
Em meio a todos aqueles novelos de lã saltitastes estava um meio passadinho. Com cara de aluno repetente. “O maior da Classe”.
Este era o Dodi, ou melhor, este ainda não era o Dodi ( já explico).
Ele além do tamanho era de uma cor diferente do restante, era vermelho. Praticamente um leãozinho.
Pedi para pegar no colo. Fiquei com um pouco de medo de levar uma enorme mordida no rosto, mas quando ele veio no meu colo senti que ele era meu. Ele encaixou nos meus braços. Que ninguém saiba, mas eu fiquei emocionado naquele momento. Parece que nos escolhemos neste instante.
Sempre gostei de cachorro. Mas nunca achei que iria querer um animalzinho dividindo o espaço no meu "gigantesco apartamento".
Minha cabeça começou a processar.
Não sabia se no meu prédio poderia ter animal!
Se eu poderia ter mais esta despesa!
Se eu teria tempo!
Se eu não iria me arrepender!
Bom, poderia fazer uns 100 capítulo de todos os "SES" que povoavam minha cabeça naquele domingo à tarde, naquela feira de gente desprovida de beleza sem ter tomado o vinho de sagu.
Num raro momento do lucidez cheguei a conclusão que  não era a hora de assumir esta responsabilidade.
Já estava de saída, entregando o cachorro para a dona do canil, quando perguntei o nome dele.A resposta até merece aspas e escrita sublinhada: "Habib Kadu Nakicão. Isto no pedigree".
Quando ela falou isto caiu como um raio, pois Habib é  o meu apelido.
Àquela hora ficou sacramentado que ele seria o meu novo companheiro de apartamento.
Bem Vindo a minha vida Senhor Habib...

Muito Prazer

Sabe aquele Domingo à tarde que não existe nada para fazer além de falar mal do Faustão!
Propus aos meus amigos irmos a uma feira de roupas "ou algo similar em Pinhais". É claro que ninguém manifestou a menor vontade. Mas entre o Faustão e a feira meu programa ganhou.
A feira era horrível, só tinha roupa de 5º categoria, gente desprovida de beleza e para beber vinho de sagu.  Meus ouvidos estavam vermelhos devido à merecida critica pelo meu programa pitoresco de Domingo à tarde.


Quando já  achava que teria de pagar uma rodada de cerveja para compensar o fiasco, percebi que  no final da feira havia uma área destinada aos pequenos animais.
Aqui poderia ser o início do Blog.
Muito prazer sou o Dodi...

Início


O Fantástico mundo de Dodi!