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Pequinês Social Club

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Pequinês Malachy vence o 136º encontro anual do Westminster Kennel Club


       Quando digo que pequinês está na moda eu provo.





     O bonitão Malachy ( rei em árabe) ganha  seu troféu após vencer como o cão mais bonito no 136º Show Canino do Westminster Kennel Club, no Madison Square Garden, em Nova York.

Parabéns ao Primo!!!



         Vale a pena lembrar que no ano passado também foi um pequinês que levou o título.

         A exposição Westminster Kennel Club Dog Show, ocorreu  no Madison Square Garden, em Nova York. E é uma das exposições de cães de maior prestígio no mundo. Muito bom para os Pekingeses (Pequineses), que voltam com toda força .  A foto do campeão é de Mike Segar/Agência Reuters.


domingo, 12 de fevereiro de 2012

5º Pequinês Social Club.


O primeiro encontro do ano se aproxima. Será no  dia 25 de março ( Domingo) às 9h.

Mais detalhes após confirmarmos o local.

Vote na enquete  acima da postagem para decidirmos o local.






Favor compartilhar no facebook

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Proteja-se legalmente de seu Síndico



           Como relatei na postagem Edifício Cubanacan recebi  muitas informações  acerca de animais em condomínios. Então, como combinado, publico as mesmas para quem possa interessar. Acho até que esta já é uma discussão do passado, pois o mundo moderno já absorveu os cães como membros das famílias urbanas.
Legislação:
            O animal é tido como “bem de propriedade” pelo legislador nacional, e, nessa qualidade, sua posse é um direito constitucional. Logo, o proprietário da unidade habitacional poderá ter seus animais em apartamento, considerando que a Convenção não se sobrepõe à Carta Magma ou a uma Lei Federal.
Constituição Federal
Art. 5º - Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes
XXIII - a propriedade atenderá a sua função social;
            No que tange a celeuma dos animais em apartamentos nos condomínios por planos horizontais, a Lei n º 4591/64  e o Código Civil amparam qualquer  animal que viva em tais condomínios. Mesmo havendo na convenção condominial cláusulas proibindo animal em apartamento, tolera-se ali a permanência do bicho, quando desse fato não resultar prejuízo ao sossego, à salubridade e à segurança dos condôminos.
Código Civil
Parte Especial
Livro III
Título III
Capítulo V
Seção I
Art. 1.277. O proprietário ou o possuidor de um prédio tem o direito de fazer cessar as interferências prejudiciais à segurança, ao sossego e à saúde dos que o habitam, provocadas pela utilização de propriedade vizinha.

Parágrafo único. Proíbem-se as interferências considerando-se a natureza da utilização, a localização do prédio, atendidas as normas que distribuem as edificações em zonas, e os limites ordinários de tolerância dos moradores da vizinhança.
Art. 1.228. O proprietário tem a faculdade de usar, gozar e dispor da coisa, e o direito de reavê-la do poder de quem quer que injustamente a possua ou detenha.
Lei n° 4.591/64, de 16 de dezembro de 1964
TÍTULO I - DO CONDOMÍNIO


CAPÍTULO V - UTILIZAÇÃO DA EDIFICAÇÃO OU DO CONJUNTO DE EDIFICAÇÕES

Art. 19 - Cada condômino tem o direito de usar e fruir, com exclusividade, de sua unidade autônoma, segundo suas conveniências e interesses, condicionados, umas e outros, às normas de boa vizinhança, e poderá usar as partes e coisas comuns de maneira a não causar dano ou incômodo aos demais condôminos ou moradores, nem obstáculos ou embaraço ao bom uso das mesmas partes por todos.
Textos enviados pelos amigos:
Este feito pela Áurea.
          Diversos condomínios não permitem bichos. Porém, este tipo de proibição é ilegal.  ''A   Constituição assegura o direito de manter animais domésticos em apartamento, desde que os direitos dos outros moradores sejam respeitados'', Ana Rita Tavares, advogada

Transitar pelo elevador de serviço. Mas só com a guia bem curta, para evitar que o animal se aproxime das pessoas;

Passear no jardim do prédio. Isso, é claro, se ele não estragar as plantas nem cavar buracos;
Receber visitas que tragam seus animais. É ilegal impedir a entrada de outro cão ou gato tanto no edifício quanto na sua casa. Alerte seus amigos de que as regras para bichos ''moradores'' também valem para bichos ''visitantes''.

Não é permitido:

Sujar as áreas comuns;

Recolha cocôs e limpe xixis em qualquer área comum;
Alguns prédios obrigam a carregar o bicho, mas essa exigência é ilegal: nem todos aguentam fazer isso, caso de crianças e idosos;
Latir e uivar. Vez ou outra, tudo bem, mas se ele bota a boca no mundo sempre que você sai de casa, os vizinhos têm direito, sim, de reclamar;
Deixar o bichano sair. Mesmo que more no primeiro andar, coloque tela nas janelas. Isso evita que o gato caia por acidente ou vá parar no vizinho;

Barulho da unha no piso. Para não incomodar o vizinho do apartamento de baixo, mantenha as unhas do totó aparadas ou coloque tapetes para abafar o som.

Vá atrás dos seus direitos. Seu bicho não incomoda ninguém, mas estão fazendo pressão para você tirá-lo do apartamento? Você pode requerer uma liminar no juizado especial cível ou em qualquer vara cível, para ter assegurada a guarda do seu animal.
Jurisprudências coletadas pela Dr Wilsi ( Advogada)

CONDOMÍNIO - AÇÃO DECLARATÓRIA DE DIREITO E DE NULIDADE DE ATO JURÍDICO - POSSIBILIDADE DE TER E MANTER CÃO EM APARTAMENTO - AUSÊNCIA DE PROVAS DE QUE OS CÃES DAS AUTORAS/APELADAS SEJAM NOCIVOS À SAÚDE OU À SEGURANÇA OU ACARRETEM PREJUÍZO AO SOSSEGO DOS DEMAIS CONDÔMINOS - FUNÇÃO SOCIAL DA PROPRIEDADE A SER AFERIDA ATRAVÉS DA RAZOABILIDADE E DA PROPORCIONALIDADE - SENTENÇA MANTIDA. Somente é válida a proibição da manutenção de animais domésticos em apartamento desde que atentem contra a segurança, a higiene, a saúde, e o sossego dos demais moradores do prédio. RECURSO DESPROVIDO.
(TJPR - 9ª C.Cível - AC 508250-2 - Cascavel - Rel.: Eugenio Achille Grandinetti - Unânime - J. 11.09.2008)

CONDOMÍNIO EM EDIFÍCIO - CONVENÇÃO - PROIBIÇÃO DE PERMANÊNCIA DE CÃO NO EDIFÍCIO - ANIMAL DE PEQUENO PORTE, DÓCIL E INOFENSIVO AOS MORADORES - PREVALÊNCIA DO DIREITO DE PROPRIEDADE - AÇÃO IMPROCEDENTE - RECURSO PROVIDO.
Cão de pequeno porte, mestiço, cruzamento das raças Poodle e Cooker Spaniel Inglês, dócil, vacinado, que não causa perigo à saúde e sossego dos moradores, não pode ser retirado por norma de convenção, uma vez que prevalece no caso o direito de uso e gozo da propriedade, consagrado em nosso ordenamento jurídico (CF, art. 5º, XXIII, art. 524 do CC/1916, art. 1.228 do CC/2002 e art. 19 da Lei 4.591/64).
(TAPR - Setima C.Cível (extinto TA) - AC 252579-7 - Toledo - Rel.: Lauro Laertes de Oliveira - Unânime - J. 24.03.2004)

CONDOMÍNIO RESIDENCIAL. ANIMAL DE PEQUENO PORTE. CONVENÇÃO PROIBITIVA. POSSIBILIDADE. AUSÊNCIA DE NOCIVIDADE. PRECEDENTES. RECURSO NÃO PROVIDO.
A norma regimental de condomínio residencial que proíbe a manutenção de animais em suas unidades é relativa, restringindo-se sua aplicação para atender a sua real finalidade, ou seja, impedir atos nocivos e danosos à vida em comum, pois, além disso, deve ser harmonizada com outras regras do ordenamento jurídico, especialmente aquelas que asseguram o direito de propriedade, atentando-se, ainda, para o costume e o atual estágio do desenvolvimento humano. Recurso não- provido. Decisão: Acordam os integrantes da Turma Recursal Única dos Juizados Especiais do Estado do Paraná, por unanimidade, em conhecer e negar provimento ao recurso, com a condenação do recor-rente aos ônus da sucumbência, nos termos do voto.
(TJPR - TURMA RECURSAL ÚNICA - 20030000131-9 - Campo Mourão - - - J. 16.06.2003
Clique aqui e veja as orientações enviadas pela Grazi

        Gostaria de tranformar esta postagem em um forum. Caso tenha mais algum amparo legal deixe nos comentários. Assim esta postagem pode servir como ponto de pesquisa.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Ravi "neto de Campeão Pan-americano" procura namorada


Mais um correio elegante. Este enviado pela Vivian. Segue o recado:

Estou mandando algumas fotos do Raví, pois estou a procura de uma namorada.

Branco champanhe possui  pedigree esta com aproximadamente 3 quilos  . Agora tem  8 meses e esta pronto para assumir um relacionamento sério .  

Raví é de  Brasília mais esta morando aqui em Curitiba  na cic . Para maiores informações o  telefone é 41 3232 4067 .

Lembro que  está vacinado desverminado em ótimo estado de saúde não tem nem um problema de  genético. Saliente que  é neto de campeões Pan-americanos.



Ass. Vivian...





segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Paulista Saymon procura namorada




A leitora do blog Priscilla de Guarulhos  deixou um anúncio para Pequinesas de São Paulo.

Segue abaixo os dados do meu Pequinês.

Nome: Saymon

Idade: 01 ano e 06 meses.

Peso: aprox 5kg.

Pelos: Creme

Raça: Pequinês com pedigree

Residência: Guarulhos/SP

Email para contato: priscilagromero@hotmail.com

Tbm gostaríamos de fotos das interessadas... 

Obrigada.

Priscila

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Pequinesa Jujú procura parceiro




Gabriela foi a alguns encontros do PSC. Procura um parceiro para a Jujú.

Tem preferencia por um exemplar de pelos claros e de porte pequeno.
O cio deverá ser em Março.

Tendo interesse mande um email  para a Gabriela com a foto do bonitão.




Edifício “ Cubanacam”


                Subindo no elevador notei que tinha o seguinte informativo.



                Fiquei bem tranquilo, imaginei que o documento tratava-se apenas da permanecia de animais no condomínio referindo-se  as áreas comuns do edifício. A meu ver, nada mais correto, pois sempre me enquadrei nas normas.

                Antes de comprar o Dodi vim até a portaria e perguntei ao porteiro se era possível ter animal no apartamento. Ele falou que não teria problema.

                Já com o Dodi em casa encontrei a síndica que comentou que segundo o estatuto não poderia ter animais no prédio, mas ela tolerava e já existia outro apartamento com animal. Interessante foi a expressão “eu tolero”, como se ela fosse dona do prédio e estava me fazendo um favor.

                Dai em diante segui as recomendações passadas tais como : sair pela garagem, segurar no colo nas áreas comuns,  perguntar quando o elevador estava ocupado se poderia entrar com o Dodi.  Enfim, coisas simples.

                Com o passar do tempo o porteiro falou que eu não precisava transportá-lo no colo e não precisaria sair pela garagem.

                O resumo da ópera é que andava tudo bem até o bendito comunicado afixado no elevador estabeleceu a discórdia no edifício.

                Em particular a minha paz acabou quando fui até a  praça e encontrei um vizinho que veio falar sobre o fato. Afirmou que o síndico havia afirmado " para ele"  que seria para tirar todos os animais .

                Não sou diferente de ninguém, vale sempre o velho ditado.

“Um boi para não entrar em uma briga...


 Mas uma boiada para não sair”.


                Voltei para casa indignado, foi ai que postei no facebook falando sobre o meu problema. Neste momento vi como eu tenho bons amigos. Foram 33 comentários de discussão do tema. Recebi muitas dicas, estas eu farei uma coletânea para fazer uma postagem para ajudar, como vocês me ajudaram, falando sobre o assunto a quem passar pelo mesmo problema.

                Então resolvi que faria uma reunião em casa com os 10 apartamentos que possuem pets no domingo à tarde. Minha intenção era acalmar os ânimos e tentarmos um acordo. Não sendo possível,  iria reunir toda a nossa defesa em um só discurso. Senti a necessidade desta reunião, estava claro que viraria uma guerra. Tudo estava indo para o pessoal. Para vocês terem uma ideia até uma investigação da vida do síndico foi feita, nada oficial é claro (a qual eu não fiz parte, é lógico). Se alguém do prédio reclamar do que eu escrevi lembre-se que é uma licença poética e que “ esta é uma obra de ficção, os fatos que se assemelharem-se com a realidade é mera coincidência”.

                A maioria das pessoas não tinha poder de voto. Este era o trunfo do síndico. Mas pensando bem não temos o poder de voto, mas temos o poder do pagamento do condomínio. Imagine se estes 10 apartamentos resolvessem não pagar o condomínio em dia, e sim, pagar ao invés do dia 5 de cada mês apenas no dia 30! Existem muitos compromissos  que são pagos no início do mês.

                Caso a lei do silêncio impere após as 23 h, nada impede que os 10 apartamentos possam por coincidência no horário de novela deixar a  Tereza  Cristina Siqueira de Vielmont agora Valdez falar no volume mais alto, imagine ela gritando dos 10 apartamentos no mesmo tempo!


                E tudo isto sem a questão legal que nos assegura o direito de temos animais. O que eu já falei que farei uma postagem especial.

                Escrevi estes últimos parágrafos para tentar passar a raiva que passei, lógico que é tudo loucura. E saliento que estas idéias de demente só conto para vocês. Mas quando a gente fica bravo fica louco mesmo . Não acha? Aposto que você em uma situação de injustiça já fez planos mirabolantes para resolver o problema. Ou sou só eu que sou assim.
Se for só eu favor não me contar.

                Nossa o que esta foto está fazendo ai? Nem pensei isto!!!

                Na sexta pela tarde quando saia para buscas os motivos da discórdia que estavam no banho encontrei o síndico na porta. Assim que o vi fiz uma cara de “ não chegue perto senão leva uma surra”.

O que o Anderson Silva está ai novamente!!!

Ele percebeu na hora e me chamou.

- Por favor, o “rapaz” pode vir conversar comigo.

Eu, armado que estava, respondo:

-O “rapaz” se chama Mauricio.

                 Curto, grosso, direto e eu continuava com a cara de “vou te bater AGORA”.

Para minha surpresa ele fala:

-  Acho que está havendo um mal entendido a respeito do comunicado. Eu jamais iria obrigar a vocês tirarem o animal de casa.

                Agora ele respira e faz uma cara de bonzinho ,parecido com a fala da primeira síndica que disse  que “tolerava” os cães no apartamento, e fala:

- Sempre uso você de referência para falar do bom relacionamento entre cão e condomínio. E ainda por cima é contra a lei esta proibição.

                Se a intenção dele era fazer eu mudar de lado, saiu perdendo.

Falei:
- Que tal seria se fosse o contrário, pois tudo o que fiz aqui em relação ao cachorro foi consultado o condomínio antes. E eu estava preocupado com sua atitude de síndico, pois se você fosse fazer isto teria que contratar um advogado que seria pago com o dinheiro do meu condomínio que é rigorosamente pago em dia e dos outros 9 apartamentos. E como você deve saber esta é uma causa perdida.

Sentindo que seu plano tinha dado errado ele larga:

-Aposto que alguém fez sua cabeça. Existe uma corrente do mau no prédio.

Respondo:

-De fato conversei com um morador que havia afirmado que a intenção era tirar os animais.

Ele:

-Quem foi?

Indignado falo:

- Prefiro não falar para não dar assunto para fofoca. E se você, como síndico, de viva voz me fala a real intenção acaba o dúvida. Também me sinto do direito de não falar,  pois existiu uma situação que reclamaram que eu estava com o volume alto no meu apartamento quando eu estava no Rio de Janeiro, perguntei quem reclamou e me deram a mesma resposta que eu te dei agora.

Ele retruca:

- Se  não me falar é só um procurar na câmera de segurança do elevador  e vejo com quem você subiu nestes dias.

Penso:

                Nada diferente  poderia esperar de um síndico que acredita em corrente do mau no prédio. Deve ficar fazendo leitura labial das 500 pessoas que moram aqui todos os dias.

 Fico indignado e respondo sem antes deixar uma enorme gargalhada na conversa:

Já que você, como sindico, não tem nada melhor para fazer. Procure! Para facilitar sua vida foi nas últimas semanas  e eu estava fantasiado de Índio.

Seria cômico se não fosse o meu síndico.

                Neste momento eu poderia gastar todo o embasamento legal que aprendi, mas seria dar arma para bandido. Calei-me e dei um até logo.

                No caminho do pet fiquei tranquilo, pois ele havia se retratado e tudo era como eu imaginava no início. Apenas regulamentar as áreas comuns .

                E para minha maior surpresa, finalizando o entreveiro,  quando pego o elevador o documento havia sido trocado e pasmem, sumiu o item da discórdia.



                Então de um lado eu tenho um morador que afirma que o síndico  falou que o documento era para tirar os animais. Que por sinal dizem que é o dono do cachorro mais barulhento de prédio. O animal é bem grande e foi pego adulto da rua e obviamente não está acostumado em morar em um apartamento pequeno.

                Do outro lado tenho um síndico que não me inspira confiança. Seus olhos mentem.

                Mas de concreto o que  tenho?  Apenas um instrumento informativo mal redigido ou quem sabe bem redigido?

              Acredito que o síndico não seria ingênuo o suficiente para colocar um item  polêmico de forma tão dúbia. Acredito que sua intenção mudou de acordo com os acontecimentos.

                Também não achei correto ele tirar da pauta o assunto. Pois tudo o que é discutido democraticamente é claro.

                Mas que sabe o errado sou eu! Todas as vezes que pedi para ler o estatuto do prédio vieram com evasivas e não me mostraram. Talvez o regime do meu condominio não seja democrático e sim ditatorial. Dai entendesse a expressão da sindica "eu  tolero" e as mudanças de opinião do síndico.

           Acho que no fundo souberam  que eu sou sangue  quente e me quiseram colocar de massa de manobra nos corredores do Edifício “ Cubanacam”
          Tomara que a história tenha acabado aqui.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

"Ramão" O Malaco


Dia destes sai com o Ramon e o Dodi. Como de hábito fomos a Rui Barbosa, onde, como já mencionei inúmeras vezes, existe um grupo de moradores de rua com uma matilha formada por uns cinco cães. Não sei precisar o número exato, pois sempre aparece ou some um cachorro, como os donos. Definitivamente é um grupo mutante.

            Sinto que não sou nem um pouco querido pelo grupo. Posso não ter o discurso politicamente correto nesta postagem. Tenho uma opinião construída sobre os moradores de rua ao longo do tempo que moro aqui. Na maioria são alcoólatras (ou talvez usuários de drogas) que não tem a intenção de sair do vício. Já vi inúmeras pessoas tentando ajudar, mas nada muda. Enfim, saio das explicações, que me confortam , me isentam, e me ajudam a explicar o  meu distanciamento um tanto quando discriminatório.

            O fato é que  estava com os dois pekes soltos, recém saídos do banho,  quando Ramon avista a matilha e sai em disparada para  encontrá-los. Todos nós do PSC sabemos o quanto nossos animais são bem alimentados, vacinados, com o anti pulgas em dia. O que não posso dizer dos cães de rua, infelizmente alguns até têm sarna.

      Mas o Ramon não estava nem ai para isso, saiu em disparada com a cachorrada. Corria entre os canteiros molhados como um coelho. Cada salto que ele dava ia mudando de cor.

     Comecei a chamar:

-Ramon! Venha  cá.

   Ele fazia de conta que não me conhecia e continuava a se sujar.

Cada pulo que ele dava valia 5 reais. Para somar 25 reais do banho foi rapidinho.

Resolvi correr atrás dele. Vocês acreditam que ele me dava “olé” no meio dos moradores de rua, que por sinal estavam adorando a falta de obediência de Ramon.

Para piorar a situação apontou um cachorro de rua no início da praça.

     Antes de continuar vou comentar um fato que acho curioso. Esta matilha é muito unida. Eles não têm problemas, na maioria das vezes, com os cães que vão com seus respectivos donos para o passeio. Mas quando aparece um cachorro de rua eles o expulsam na hora. Muitas vezes com violência.

     Mas Ramon estava totalmente enturmado. Corria com o bando em direção do cachorro forasteiro. Eles estavam indo em direção à rua onde passam todos os tamanhos de ônibus e carros.

            Ramon, Ramon vem pra cá !!! E ele nada.

            Até que um dos moradores de rua grita:

             Ram"ão", Ram"ão" venha aqui... E ELE VEIO...

            Minha auto estima de dono de pequinês foi para o lixo.Juro que neste momento me deu vontade de doar o “ramão” ´para os seus novos amigos. Queria vê-lo sem a sua ração super premium , sem sua cama confortável que ganhou da Viviane, sem sua escovação diária, sem os ovos de codorna dos finais de semana, sem sua visita ao veterinário trimestral...

            Viraria um cão de rua em dois dias, pois alma de maloqueiro  ele tem. Imagino ele com  todo o pelo  embolado, dormindo na calçada, cheio de sarna, pulgas e carrapato, cheirando a bebida e comendo resto de lixeira.

       Mas Ramon estava com seu extinto à flor da pele no meio da matilha. Tive de pegá-lo no meio da rua. Neste exato momento a ira me invadiu.

Poderia optar a partir de agora por uma narrativa mais medíocre dizendo:

- Ramon que feio, não faça mais isto.

            Mas é lógico que não foi o que fiz.

            Os defensores de animais que me perdoem, mas ele levou uns bons tapas. Coloquei ele na guia e vim para casa. Para me acalmar o  deixei de castigo no banheiro durante uns 10 min. Depois tive que dar mais um banho nele. Ele nem se mexia, tomou o banho sem reclamar.

            Dai você deve estar pensando. Que absurdo o Mauricio ter feito isto!

            Acho que apesar do Ramon ser muito esperto eu não posso colocá-lo em uma cadeira e explicar o que ele tinha feito de errado. Tive que dar o corretivo na hora.


            Dodi finíssimo que é, ficou todo este tempo ao meu lado. E voltou limpo como saiu de casa.

            No outro dia Ramon viu a matilha e se aprontou para correr. Foi eu falar - Ramon - de uma forma firme  que não se moveu e ficou junto a mim e o Dodi.

Por vezes tenho que ser firme. Senão o” Ramão” corre.