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quinta-feira, 14 de abril de 2011

O pequinês no tempo




Quando estou com tempo livre gosto de procurar fotos de pequineses na net. Sempre acho momentos interessantes.






quarta-feira, 13 de abril de 2011

ME AME QUANDO EU MENOS MERECER... POIS É QUANDO MAIS EU PRECISO...


ME AME QUANDO EU MENOS MERECER...
POIS É QUANDO MAIS EU PRECISO...
 
Esta frase de pára-choque de caminhão resume o que eu tenho passado nas ultimas semanas. Desde que eu comecei a trabalhar em mais um local, o meu horário com os dois tem diminuído muito. Antes a minha rotina era passeio pela manhã, por volta das 8h e a noite depois das 22h.

Agora o passeio da manhã para se tornar viável deveria transformar se em passeio da madrugada. No primeiro dia bem que tentei, mas eram 3 seres as 5h da madrugada se arrastando pela rua escura morrendo de sono. O Ramon era o pior, se eu parece ele dormia na rua mesmo.

Para se ter uma idéia, quando acordo a única reação que eles têm é abrir os olhos, nada de sair de suas camas quentes para brincar com o dono.

Percebi que, apesar do sono dos pekes continuar pela manhã, o estresse de não sair para o cocô matinal, gera uma dor de cabeça coletiva mal cheirosa.

Devido à proximidade do trabalho consigo almoçar em casa todos os dias.  Mas este momento que deveria ser um horário de tranqüilidade e relaxamento tem se transformado em um momento pânico coletivo.
Eles têm feito cocô, xixi e até vomitado na sala. Nojento né?! E não esqueça que é na hora do meu almoço.

De uma hora para outra eles esqueceram todas as boas maneiras que eu havia incutido em suas pequenas cabeças peludas, transformando se em pequenas cabeças peludas e demoníacas!

Demoníacas? Aí está o ponto que a frase de pára-choque de caminhão me deu a solução.

ME AME QUANDO EU MENOS MERECER...
POIS É QUANDO MAIS EU PRECISO...


Então parei e pensei:
Por que eles estão fazendo isto?
Não seria falta de atenção?

Por mais que quando eu chego em casa e vejo aquela cena de Marginal do Tiete e a vontade que sou tomado é fazer uma chuva de pequineses caramelos...
Tenho que ter em mente que eles só estão mostrando o descontentamento de eu não estar com eles como antes.

Lógico que no primeiro dia que isto aconteceu dei uns belos gritos, que fizeram com que eles sumissem da minha frente.

No segundo dia eles perceberem que tinham feito coisa errada e não se deram o prazer nem de me receber como faziam sempre. Não são bobos, sabiam que iriam ouvir.

Mas o que fazer com o Tiete que continuava na minha sala.

Então resolvi engolir a raiva com um copo de água gelada e mudar a minha atitude. Resolvi brincar  quando chego para o almoço.

Deu certo!

Brigar com eles estava gerando mais um estresse além da solidão.

Hoje a educação suíça voltou ao meu apartamento. O banheiro deles voltou a ser usado.



Para compensar que não posso sair pela manhã aumentei o tempo do passeio noturno.

Não é o ideal! Mas é o preço que pagamos  para que eles possam comer uma ração Super Premium.

“O PAI TEM QUE “TRABAIAAAA”!!!















quinta-feira, 7 de abril de 2011

A Cadela e a Pinga.


       A Praça Rui Barbosa é um território cheio de contrastes, um verdadeiro espelho das mazelas sociais de Curitiba. Existe um grupo de moradores de rua alcoolistas que a habitam. 


Eles trouxeram da favela uma filhote SRD que atende pelo nome de Tadinha.

Interessante observar que o cachorro é o único referencial de casa que eles podem ter. 

Apesar de encontrá-los seguidamente bêbados nunca os vi maltratando o animal.

Esta cadela tem a mesma idade que o Ramon por volta de 9 meses e por incentivo dos moradores de rua cruzou no primeiro cio. 

Prenha a comunidade dos cachorreiros ficou apreensiva com o futuro da pobre cadela.

Mas a barriga foi crescendo e a preocupação aumentando. Até que Lincoln não resistiu e chamou o problema para si. Dando uma garrafa de pinga em troca da Tadinha .

Parece que ela estava à espera de ajuda. Assim que Lincoln a levou para sua casa ...Pariu. Ela precisava de  um lugar quente e seguro para dar a luz. E assim foi, nasceram um a um até formarem um quinteto de filhotes.

Como Lincoln já possui 3 cachorros, teve que  levá-los  para um hotel. As diárias que já tinham sido pagas para Haifa, que graças a Deus já fora adotada, portando as diárias foram destinadas a Tadinha. Garantindo uns dias de traquilidade.

Mas os moradores de rua perceberam que a Tadinha é uma boa moeda de troca, notaram que a preocupação dos cachorreiros da praça poderia ser muito favorável a eles. Então começaram a reivindicar a posse da cadela e dos filhotes. O argumento usado é que eles estão com saudades da cadela e querem vender todos os filhotes.  
Acho que cada filhote servira para um litro de bebida.

Sei que o alcoolismo é uma coisa séria, pois o corpo do alcoolista, quando metaboliza o álcool, funciona de modo diferente se comparado ao dos não alcoolistas. Essas diferenças fazem com que o alcoolista sinta nos efeitos do álcool um prazer muito maior que os não alcoolistas.

A ingestão contínua do álcool desgasta o organismo ao mesmo tempo em que altera a mente. Surgem, então, sintomas que comprometem a disposição para trabalhar e viver com bem estar. Essa indisposição prejudica o relacionamento com a família e diminui a produtividade no trabalho, podendo levar à desagregação familiar e ao desemprego.

Não sou especialista no assunto, mas não é deixando que eles usem os cachorros como moeda de troca que serão ajudados.

E se não forem vendidos e ficarem na praça com eles...



        Mas como sou apenas espectador desta situação estou curioso para saber como o Lincoln resolverá este problema.

terça-feira, 5 de abril de 2011