Eu por estar à frente do blog acabo conhecendo muita gente.
Resolvi democratizar este conhecimento convidando aos poucos os amigos do
Pequinês Social Club para contar suas histórias. A primeira é a Graziele de Criciúma
Santa Catarina.
Durante 11 anos, minha experiência canina era com poodles. Cães
extremamentes obedientes, companheiros, serelepes e higiênicos. Obedecem as
regras sanitárias e quase não apresentam odores.
Raramente perco as feiras de pequenos animais. Adoro! Pois sempre conheço
uma nova raça e aprendo coisas novas com os criadores. Sempre participo como se
fosse levar um para casa. Bom, dessa forma adquiri minha primeira poodle, Tamy,
hoje com 15 anos.
Um casal de senhores, conhecidos da família, criam várias raças para cruzar
e vender, e claro, de vez em quando, eu passava por lá para dar uma olhadinha,
hehehe. Então, após três anos e meio, comprei a segunda poodle, a Pituxa, para
fazer compania para Tamy, que andava um pouco triste sem uma companhia da mesma
espécie.
Depois disso, ficamos 11 anos com essa dupla dinâmica, até aparecer a
senhorinha na nossa frente, no supermercado, dizendo que tinha uma ninhada de
pequinês.
Eu lembrei que, em um prédio que morei, uma vizinha tinha um, mas era muito
mal humorado. Mas, de qualquer forma, me atraiu a idéia de ir lá bisbilhotar.
Meu Deus! Quando meu olho bateu naqueles pequerruchos, meu coração
estremeceu! Eu quero um!
Confesso que foi amor a primeira vista. Nem procurei
saber nada sobre a raça. Apenas conheci o pai e a mãe. Eu queria de qualquer
jeito.
E foi assim. A senhorinha disse, que não fazia reserva e queria logo se
livrar dos filhotes. Eu super ansiosa, cometi a doideira de levá-la para
casa com 29 dias. O veterinário queria me esganar. Jamais façam isso! Ela
não havia mamado o suficiente! A princesinha não sabia nem comer. Eu esmagava a
ração com água, fazia uma papinha e dava de colherinha, bem na pontinha da
boquinha dela. Bom, o importante é que vingou a criaturinha. Ficou barrigudinha
e cheia de energia, graças a Deus!
Comprei uma ração da Proplan especial para filhotes, pois tem colostro, rico
em anticorpos naturais. Dizem que supre as carências do leite materno.
Bom, batizei a princesa de Tasha, é o nome de um dos personagens dos backyardigans,
que acho muito fofo!
Logo no início, percebi que minha pequena Tasha não
respondia à ruídos. Fiquei muito triste, pois imaginava que a vida dela seria
sem graça, sem estímulos auditivos, e que consequentemente teria a longevidade
diminuída. Foi quando conheci a Clinivet. Pesquisei na internet, telefonei, fui
atendida pelo veterinário Bruno, que hoje não trabalha mais lá, e que me deu
toda explicação que eu precisava, por telefone mesmo. Resumindo, ele me
fez entender, que para o cão, a audição não é importante. É claro, que devo
estar atenta aos carros, mas minha poodle Tamy, escuta muito bem e como é
serelepe, ignora os carros, de qualquer forma, passeia com guia.
De fato, a Tasha entende tudo que as poodles entendem. Entende minhas
expressões de reprovação, de alerta e de carinho. Tasha desenvolveu
muito os outros sentidos, da visão e do olfato, por isso, acompanha todas as
tarefas.
Depois, lendo sobre a raça, descobri que minha branquelinha não é padrão da
raça, é albina. Linda albina. Porém, exige mais cuidados em relação ao sol, a
poeira. Já manifestou problemas alérgicos de pele desgastantes.
Como um legítimo pequinês, descobriu que comer coco é bom, é
divertido, e consegue chamar a atenção dessa mãe boba. Faz parte. Tentei usar
probiótico, que até amenizou, mas o que faz diferença mesmo, é eu impedir que a
mocinha consiga entrar embaixo do armário do tanque de lavar roupas, pois é ali
que ela se delicia. Dá certo, raramente ela come no próprio jornal, onde fazem
as tarefas.
Descobri na prática que o pequinês é uma raça MARAVILHOSA de se conviver.
Parceira. Está sempre seguindo meus passos. Me guia e me segue. Aprendo muito
com ela também. Adora uma aguinha, de qualquer lugar, inclusive, é só deixar a
torneira aberta, pois sentem muito calor. Adora uma folia, dorme juntinho, faz
ronc ronc e late com cara de mal, como o cachorro daquela vizinha, agora eu
entendo, por ciúmes quando alguém se aproxima da mãe dela. Mas que não morde
ninguém! Bom, às vezes, morde meu nariz, quando eu a aperto muito, hehehehe.
Convive muito bem com suas “irmãs” poodles! Às vezes, pensa
que é a dona da casa, e quer mandar nas mais velhas, mas basta o olhar materno
para ela entender que os espaço é para todas. Adora provocar as irmãs para
brincar e até os cães que encontra na rua. Adoro esse espírito brincalhão, topa
todas as bagunças.
Esse ano conheci a turma do Pequinês Social Club, que me fez
mergulhar ainda mais nesse mundo dos pequineses. Conheci gente que curte os
pekes como eu. Sou muito grata por te-los encontrado, pois me fazem mais feliz.
Tenho certeza que nossos laços serão para sempre.
Maurício, tu sabes, que não há palavras suficientes para descrever a
convivência com essa raça. Não consigo expressar tudo que sinto com essa
relação, que dura três anos. É surpreendente, inteligente, divertida,
espontânea, carinhosa, encantadora. Amo e recomendo. É uma excelente raça para
companhia.
Obrigada Maurício!
Carinhosamente
Grazi