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quarta-feira, 20 de abril de 2011

Lincoln e a Tolerância.


Mais uma vez nosso personagem central da Praça Rui Barbosa passa por apuros.
Lincoln tem sua carga horária cheia,  mas como pai cuidadoso aproveita o intervalo do almoço para passear com suas cockers.


Em um meio dia destes de outono lá estava a matilha pela Praça. Havia uma tenda exótica ao ambiente da Rui Barbosa, era um grupo de pessoas vendendo uma rifa.

Lincoln passa com a matilha pela tenda, uma das cocker, curiosa que é, cheira um senhor. Para surpresa de todos o senhor começa a chutar o animal incessantemente. Parecia que o senhor neste momento liberava toda a raiva de sua existência. 

O silêncio pairou por alguns segundos, ninguém conseguia entender o que acontecia neste momento cruel.
Lincoln leva um susto e sai em defesa de seu animal.
- O Senhor está louco? Por que chuta meu cachorro?

Esta cruel pessoa, com os olhos cheios de ódio, responde:
- Odeio cachorro me cheirando, comigo cachorro é no chute.

E continua:
- Posso ser louco, mas o senhor é um vagabundo, ao invés de trabalhar fica passeando com cachorro. Vá arranjar o que fazer!!

Lincoln:
- Vagabundo eu!!!!! O senhor bata na boca antes de falar isto. Trabalho em duas escolas, tenho os três turnos ocupados e o único momento que tenho para mim saio com meus cachorros.
- Mais ocupado que o senhor, que passa o dia vendendo rifa na praça.

Neste momento as fás do Lincoln se aproximam. Todas as senhoras cachorreiras da praça.

A aglomeração de pessoas cada vez maior.
Gente gritando..

Cachorro latindo...


Criança chorando...

Até que chega a Policia Municipal.

E para surpresa da aglomeração ela; a policial municipal,dona da praça;  defende o senhor e joga mais lenha na fogueira.
- Eu tolero o senhor andando com seus cachorros na Praça todos os dias. O senhor não tem o direito de reclamar que seu animal foi chutado.

Neste momento achei que haveria um linchamento na praça do senhor chutador de cachorro e da Policial Municipal.

Lincoln:
-A senhora tolera eu e meus cachorros?
Enfurecido, continua:
-Então a partir de agora pare de tolerar. Ou melhor, tanto faz se a Senhora tolera ou não.
Para ser sincero prefiro que me prenda ou me multe!


 Todos olharam para a Policial.

Ela ficou sem graça e resolveu se ocupar dispersando a aglomeração.


Policial Municipal só pode tolerar...

Mais calmo Lincoln comenta aos amigos:

-A Guarda que  tolere sem incomodar, pois a função deles é cuidar do patrimônio municipal.
Que tal cuidar dos bêbados que incomodam as pessoas na praça ou os flanelinhas que coagem as pessoas a pagar pela vaga que já foi paga pelo EstaR, ou pior, os pequenos assaltantes atrás dos trocados para comprar crack.

- Talvez devo ser perdoado pela minha ignorância, por não saber o que é cuidar do patrimônio público municipal, mas acho nem eles ( os policiais)  saibam o que  abrange isto...

Daí- me Tolerância.

Obs.: Antes que me processem: História baseada em fatos reais.

2 comentários:

  1. Aff Mauricio.... História de dar raiva, essa hein?

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  2. Maurice você se supera a cada dia !
    Adorei a sua crítica sempre acompanhada com uma pitada de humor...
    Parabéns , continue nos brindando com seus episódios deveras interessantes.

    ResponderExcluir