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segunda-feira, 27 de setembro de 2010

O assassino da carne moída crua




Levei o Dodi e o Ramon no Pet. Dodi para tomar banho e o Ramon para a veterinária acompanhar. Tudo certinho. O Dodi  saiu lindo e cheiroso e o Ramon passando de 650 gr para 850 gr. Perfeito!!!
Até que o Ramon entrou no carro e fez um cocô, digo, uma diarréia horrível com sangue no acento do carro. Como estava na correria achei que era só uma diarréia normal com algo que eu confundi com sangue (será que ele comeu uma beterraba escondido?). È bom comentar que sou daltônico. Então não me peça para reconhecer o vermelho de sangue. Mas o meu amigo Antonio, que por sinal é médico, confirmou o que eu teimava em não acreditar. Era sangue!
Passou pela minha cabeça que aquilo aconteceu porque ele ficou 2 horas no meu colo no pet para esperar o Dodi. Como ele sempre esta fazendo cocô teve que segurar e quando saiu estava com sangue ou foi o sanguinho da carne crua que eu dei. Estas horas que vemos como criamos teorias absurdas para não ver a verdade obvia.
No final da tarde veio à confirmação, mais diarréia com sangue.
Tentei entrar em contato com a veterinária do Pet, mas já estava fechado e eu não tinha o celular dela. Então, veja você, tive que enfrentar a emergência do Hospital Veterinário Batel.


O lugar é muito bonito, pelo que cobram devem investir pesado na decoração.Quando precisar vá com dinheiro, pois você esta em uma emergência, num hospital que é localizado no Batel. Valendo a expressão luxo agregado ao valor da consulta.
A veterinária testou todos os reflexos do Ramon, tirou a temperatura, examinou a pelagem e levou um susto quando ele deitou a cabeça para traz. Como ele sempre faz, como o Dodi faz, enfim como qualquer pequinês da face da terra faz...
Quando ela se assustou eu me assustei com o susto dela.  Se ela falasse que aquilo era caso de internação (a inclinada do pescoço) eu iria sair no exato momento sem pagar absolutamente nada. Graças a Deus não falou nada e antes que eu me irritasse mais falei que era normal nos pequineses.
Na ultima postagem eu falei sobre alimentação natural. Comecei, além da ração, a dar carne crua para os dois. Esta era a razão da culpa que me consumia. Eu já estava me sentindo um assassino. Como eu pude acreditar em uma louca que posta vídeos na net falando sobre alimentação natural. E completando meu martírio o meu amigo Antonio ainda me tripudiou dizendo que era culpa da carne moída crua. O diabo já devia estar preparando o meu quarto no inferno.
 Nesta hora lembrei o preço que eu estava pagando e resolvi valer cada centavo da consulta. Comecei a perguntar de tudo. Até o signo da veterinária.
È lógico que a primeira pergunta foi a respeito da carne moída crua de primeira.
- Então doutora! Estes dias dei carne moída de 1ª crua para o Ramon e o Dodi. Você acha que isto foi à causa da diarréia com sangue no Ramon? Pois o Dodi esta ótimo!
A aguardada resposta da Doutora: Claro que não (neste momento minha alma ficou leve), fizeste muito bem, pois o Ramon esta com início de anemia. Carne crua junto à ração faz muito bem.
Com a resposta até nem achei tão caro a consulta (rsrs)!
Esta sentença me livrou de ser considerado o assassino da carne moída crua de primeira.
No decorrer da consulta ela ficou assustada com o tamanho e peso do Ramon. Quando examinou as patinhas fez uma cara de espanto. Imagine se ela tivesse visto ele com 650 gr. Eu comemorei tanto os 200 gr. que ele ganhou. Parecia que ela estava vendo um animal que fora regatado pela Missão de Paz da ONU no Haiti.
Nesta hora veio a conclusão da onerosa consulta.
Ramon esta com Giárdia!!!
Giárdia?
Quando fazemos curso pré vestibular recebemos um bombardeio de informação de todas as áreas do conhecimento. Achamos que esta gama temas jamais serão usados. Pois é uma inverdade. Eu lembrei o desenho da apostila que tinha um protozoário estrábico, o tal do giárdia.

Então foi este tal vesgo que me tirou o sossego do final de semana.
Giardíase é uma infecção intestinal provocada pelo protozoário Giárdia lamblia que normalmente atinge em maior proporção o intestino delgado. É contraída por contaminações fecais e orais, ou seja, pela ingestão de alimentos contaminados pelo protozoário.
Sinais Clínicos  
Os sinais clínicos podem ser severos, mas uma grande parcela dos infectados pode permanecer assintomática, e os animais jovens são os que, mais freqüentemente desenvolvem os sintomas. Os sinais clínicos da giardíase incluem diarréia mal cheirosa aguda ou crônica e com gosma,  vômito, dor abdominal , desidratação, perda de peso ou redução do ganho do mesmo.
Não existem sinais característicos da giardíase, pois diversas enfermidades intestinais se assemelham a ela, como ocorre com as gastroenterites virais, as bacterianas e as causadas por outros parasitos.Também se assemelha às alergias de origem alimentar, à enfermidade da má-absorção, a gastroenterite induzida por fármacos e as enfermidades alérgicas. 
Diagnóstico   O método mais indicado, hoje, para a detecção de Giárdia nas fezes é a Flotação com Sulfato de zinco com centrifugação, um teste diagnóstico econômico e muito eficaz. Um fator importante é a necessidade de utilizar três amostras de fezes, coletadas em dias alternados, ao longo de uma semana. Isto porque a eliminação de cistos é intermitente, o que pode gerar resultados falso-negativos quando se utiliza uma única amostra. 
Tratamento  Os agentes quimioterápicos  incluem os nitroimidazóis ( metronidazol, tinidazol), furadolizona, benzimidazóis (febendazol, albendazol), entre outros.
O mais comum é que a base do tratamento da giardíase seja eliminar os sinais clínicos associados com a infecção. Nos animais, freqüentemente ocorre a reinfestação, se os cistos infectantes não são retirados do ambiente. Isto implica em uma limpeza e desinfecção profundas sempre que possível, além de assegurar que a água e o alimento não se contaminem com as fezes. 
Vacina  Está provado que a vacina estimula o animal a resistir ao parasito, sendo uma solução efetiva em longo prazo para o controle desta enfermidade parasitária, já que a imunidade natural contra Giárdia é de curta duração. Mesmo que os tratamentos se mostrem eficazes, a reinfecção em animais é muito freqüente , devido à dificuldade de se eliminar os cistos infectantes do ambiente. Um animal vacinado, além de protegido contra giardíase, não representará mais uma fonte de infecção a outros animais.

Hoje levei o Ramon para a veterinária do pet dar mais uma olhada e saber qual o remédio que eu estava dando. Ela considerou o diagnostico do Hospital do Batel correto. E resolvemos adiantar a vermifugação que seria feita na próxima semana.

Vale à pena salientar que o Ramon esta super ativo, mais brincalhão que nunca. Parecia nem se importar com a diarréia.

Redobrei a higiene do meu apartamento e principalmente do cantinho dele. O tratamento vai longe, mas o cocozão que ele fez antes de eu sair para o trabalho valeu à pena toda a saga do final de semana.

2 comentários:

  1. Vale a pena mencionar que o Dodi foi vacinado contra Giardia quando fez um ano de idade. E o Ramon estava com esta vacina prevista na mesma época.

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  2. Oi, nossa que coisa, graças a Deus nunca aconteceu isso com os meus bebês, mas que susto ein....abraços!!!

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