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segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Um York que cai...


Por volta das 9h peguei o elevador para ir à academia. Moro no 7º andar e estranhei que o elevador subiu e foi parando no 10º, 11º, 12º  e 13º e na volta parou nos mesmo andares. Ocorreu-me que Deus estava me segurando no prédio para evitar que acontecesse algo comigo, do tipo ser atropelado por um carro que passaria  naquele momento.
Sai do prédio e fui em direção a esquina para atravessar a rua, quando de uma hora para outra  caiu um cachorro do prédio. Isto mesmo: Um cachorro!
Foi uma cena muito estranha. O som do seu latido de desespero, enquanto caia, foi indescritível.
De um prédio pode cair varias coisas, como um vaso de plantas, uma peça de roupa ou até mesmo uma panela, mas um cachorro não é uma coisa usual.
Tudo isto aconteceu a um metro do meu nariz. As pessoas que passavam ficaram paralisadas com a cena.
Ao me aproximar  vi que era um Yorkshire.
Ele estava imóvel, parecia morto.
Corri para a portaria do prédio para chamar o dono. A porteira falou que deveria ser do morador do primeiro andar que não estava em casa e para piorar ela não tinha o telefone dele.
Voltei para socorrer o cachorro quando vi uma Japonesa histérica gritando, ou melhor, sentenciando que tinha certeza que alguém tinha jogado o animal para assassiná-lo. Olha o detalhe: “CERTEZA DE ALGUÉM”.
Como uma pessoa pode ter certeza se o próprio termo usado em sua acusação foi ALGUÉM. Ela já tinha feito toda a história do crime em sua cabeça e a declarava em beros.Sem direito algum de defesa do acusado, ou melhor, do “alguém” que ela nem sabe se tinha culpa ou dolo ou ao menos se ele estava em casa.
Falei para ela ficar quieta e me ajudar a socorrer quem mais precisava. O pobre York.

Ele tinha feito xixi e estava se movendo. Nesta hora passou uma mulher de carro e se prontificou a levá-lo para o hospital veterinário. È claro que na mesma hora aceitei. Não sabíamos exatamente como mover o animal. Apesar dele estar movimentando as patas o deixamos imóvel e o colocamos no carro.
Entreguei o cachorro à mulher e peguei seu telefone para deixar na portaria do prédio.
 Foi isso, só isso! Não sei se ele viveu, se ele morreu. Foi apenas issso!

Nunca sabemos o que nos espera ao abrirmos os olhos cada manhã. Cada dia uma nova história.

Amanhã vou até o prédio do acidente para saber como está o York.

Mas passado o susto me veio à pergunta: Porque o cachorro caiu?

Negligência do Dono?

Se moramos em apartamento devemos observar o acesso a janela, nunca deve ter nada que sirva como escada para o animal chegar até ela. Caso ela seja baixa deve-se colocar telas de proteção. Em dias de festas que estouram muitos foguetes e em tempestades com muitos trovoes sabemos que eles ficam muito agitados. Às vezes perdendo a noção do perigo. Hora de redobrar a atenção.

Maldade do Dono? Ele não estava em casa mesmo?
Acredito que não estava em casa mesmo. Mas também sabemos que existem muitas pessoas desequilibradas por ai. Pessoas assim devem ser responsabilizadas Penalmente pela guarda do animal.

Suicídio do Cachorro? Será que isto existe?

Caso isto ocorra conclui-se que ele tem a consciência de sua existência e de sua individualidade; ele compreende o que é a vida e a morte, uma vez que escolhe livremente entre uma e a outra; e não obedece tão exclusivamente a um instinto cego, que se o supõe. O instinto leva à procura dos meios de conservação, e não de sua própria destruição.




Um comentário:

  1. Um dia após o ocorrido descobri que a vida pode parecer um filme, pois por incrível que pareça, segundo a porteira do prédio, o York voador não sofreu nenhum arranhão e já esta em casa.
    Qual lição que devo tirar desta história?

    Nem sempre quando a vida nos mata ela ganha a batalha?
    Nem toda derrota, aparentemente definitiva, é absoluta?
    Cachorro morto não se chuta?
    Nem todo gato que subiu no telhado vai morrer?
    A vida continua e a conta do veterinário vai chegar?
    Quando o elevador ficar parando vá de escada?

    Ou, para variar, não entendi nada da lição?

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