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Pequinês Social Club

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Nós do Social Club - Viviane

Olá pessoal

Da mesma forma como o Mauricio e alguns membros do Pequinês Social Club abriram seu coração, nos fazendo rir e se emocionar, também acho que posso contribuir um pouquinho.
Gostei da idéia de cada um falar sobre sua vida com os pequineses. É também é uma
forma de conhecer um pouco mais cada pessoa e deixar-se conhecer.

Quando eu era criança minha família tinha pequineses.
Lembro que no início dos anos oitenta não havia muitos cuidados com a saúde e a
higiene dos nossos peludos: não eram vacinados, desvermifugados, comiam restos de
comida, não eram escovados, tinham pulgas e na maioria das vezes cruzavam com
parentesco.
Quando ouviam falar que o olho do pequinês saltava pra fora o motivo era “nervoso”.
Esse conceito errado e o comportamento inadequado não eram por maldade. Era
ignorância aliada à falta de recursos da época.

Depois de um surto de parvovirose sobrou apenas um, o Sansão.
O Sansão mordia qualquer um que chegasse perto de mim. Ele mordeu minha vó,
minha sogra, amigas, namorado, pai, mãe e irmão. Não sei por que razão. Era alguém
se aproximar e ele NHAC. Sem latir. Sem barulho. Depois ele se escondia atrás das
minhas pernas pedindo proteção. O Sansão morreu em 1998.

Passaram-se mais de dez anos e eu nunca mais vi e nem ouvi falar de pequinês.

Um dia fomos numa feira de inverno. Chegando lá também havia feira de filhotes, meu lugar favorito. Quando vi pequineses fiquei LOUCA.
Olhei aquele ser caramelo e tive a sensação de que o Sansão havia reencarnado, eram
parecidíssimos.

Saí de lá sem comprar roupa nenhuma e com o Simba embaixo do braço, felicíssima!

O Simba é um docinho. È meigo, brincalhão, amoroso e raramente briga. Tem uma pelagem linda e um andar bamboleante. Parece um pavão de metido. Adora ficar na frente de casa se exibindo e olhando o movimento. É mijão, benze tudo.

Vale lembrar que antes do Simba chegar eu tinha a Lila, minha vira lata de 7 anos.
Minha primogênita, linda, querida e muito esperta. Sei identificar cada latido, cada som
dela.

Não contente com apenas um pequinês adquiri a Dóris.

Dei o nome de Dóris por causa da carinha. Ela tinha cara de sofrida, de dó. Sempre foi muito lacrimosa, chorona e dengosa. Fica em pé como um kanguru e tem um rebolado
maravilhoso.

Quando a Dóris engravidou do Simba, eu não sabia. Não vi o cio, não vi eles cruzarem,
nem ao menos ele tentar. Ela tinha “cio seco”, mas na época eu não sabia.
Reparei que ela estava gorda, mas achei que era por causa das guloseimas.

Como a Lila sentia muito ciúme eu a deixava a maior parte do tempo dentro de casa, e tudo o que eu comia ou preparava dividia com ela.

Numa madrugada escutei a Dóris gritar. Pulei da cama. Notei que ela estava sofrendo, com dor, achei que ela estava ressecada por causa de um pedaço de pizza que eu tinha dado. Levei-a até a grama e de pezinho massageei sua barriga.
Estava morrendo de remorso e prometendo a mim mesma que não iria dar mais nada além de ração.

Ela gritou e saiu uma coisa estranha, cheguei a pensar que eram hemorróidas. Meu
coração pulou. Depois vim a descobrir que era a placenta. Ela lambeu, comeu e de
repente surgiu um filhote. Quase cai de costas!

Eram quatro horas da manhã e eu estava lá, na lavanderia, até ela parir três filhotes.
Entre choros, ruídos e muito sangue, arrumei um ninho seguro pra ela poder cuidar dos
seus bebes. Fiquei com medo de que a Lila pudesse estressá-la, pois ambas estavam
muito inquietas.

Passou um dia e dois filhotes morreram, só restava uma, que também estava fraca e não conseguia mamar. Para ajudar, a cada hora dava 1m ml de leite de recém nascido.
Assim foi durante alguns dias, até que ela ficou forte e acabou conseguindo mamar sozinha.


Como ela era miudinha, eu a chamava de pitiquinha e acabou ficando Pitty. Ela é linda, a princesinha da casa. Adora tomar sol de barriguinha pra cima. Adora fruta. É encrenqueira e sem noção. Não pode ver uma plantinha nascendo que vai lá destruir. Se alguém esta com um brinquedo ela quer tomar. Quer sempre o pote de comida do outro.
É bagunceira e late à toa.


Por causa do cio seco da Dóris eles cruzaram no cio seguinte. Depois dessa só me restava castrar o Simba.

Então veio mais um. Confesso que cheguei a pensar em vender ou dar. Mas sempre quando alguém me pedia um filhote, vinha na mente o que aconteceu nas décadas passadas: a posse irresponsável, a mestiçagem e a desvalorização da raça.

A raspinha do tacho sempre se mostrou auto-suficiente. Era o oposto da Pitty. Sempre foi forte, obediente e esperto. Acabou virando meu Xodó.
O Xodó é a cara da Dóris. Ronca como ela. É guloso.

 Já quiseram comprar a Pitty, mas não nasci pra ser criadora. São meus filhos, todos especiais, cada um com sua personalidade.
Como disse o Mauricio certa vez num post do blog “Tem coisas que não tem preço...
tem valor!”

Mesmo depois da castração, o Simba continua mijão e ainda cruza, sem fecundar é
claro. É um mineirinho.
O que importa é que com a castração dos machos agora tenho o controle da natalidade.
 Como são cinco, nem sempre os levo no pet shop, na maioria das vezes dou banho em
casa. Nesse dia minhas costas ficam curvas e minhas roupas cheias de pelos.
Na hora da escovação, um se coloca na frente do outro. É um momento especial, de
interação, cuidado e carinho.
 Antes de terminar quero citar o Edson Carlos Dias Barbara do Canil Damabiah.
Todos os que já pesquisaram sobre pequinês devem ter chegado a ele de alguma forma.
Até hoje não encontrei uma pessoa que entendesse tanto da raça quanto ele, sem falar no ser humano espetacular que ele é. Pena que só o conheci pelos olhos da alma.

Enfim, com meus cães e no colinho especial da mamãe Dóris, converso, dou risadas, brinco, choro e aprendo muito. Exercito a tolerância, o respeito e a humildade, e sinto que eles fazem de mim uma pessoa melhor.




                                                                            Carinhosamente,

                                                                                                     Viviane.

9 comentários:

  1. Emocionante! Informativo! E principalmente de coração. Obrigado.
    Sem a menor vaidade eu digo: "Estou orgulhoso de eu ter tido esta idéias. Vcs são o máximo".

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  2. Viviane, não te conhecia ainda, e adorei a tua história. Eu tb tive uma pequinesa,a Bolinha, só que em 74, 76, e na época era bem como voce falou: banho no tanque, nada de vacina, ração???? nem sabia o que era isso, era o que sobrava da gente mesmo, e a cruza com o cachorro do vizinho, que era um " mestiço"... como resultado, tive o Dick, o Bidu, o Bruno ( que por acaso era filho da Bolinha com o Dick - incesto canino)Hoje , depois de 30 anos, tenho a Lara, desde o dia 20 de maio, e ela além de ser o amor da minha vida, trouxe alegria para toda a família. Meu pai, chega em casa e já chama " Cade a menina??", minha mãe, fica em casa durante o dia com ela, o onde a mãe vai,a Larinha vai atras, e meu sobrinho, também se distrai com ela. Imagino voce com 5!!! e eles são lindos.parabéns, e como diz o Maurício, isso não tem preço mesmo, tem valor e muito!!!

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  3. Linda história e lindas fotos! Eu também, geralmente, dou banho, escovo e cuido das minhas três meninas, em casa, e minha coluna grita! Imagino tu, com cinco! Mas vale a pena mesmo!

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  4. Parabens Viviane, adorei sua história...
    Não sabia que vc tinha 5, pensei que eram 2! huahauhau.
    Mauricio, isto está ficando ótimo!
    Elaine

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  5. Parabéns Viviane uma linda historia, e belas fotos (a do picolé é maravilhosa), uma boa experiencia com os pequineses.

    Bjs

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  6. Que história digna de livro !!! Parabens !!! Os pequineses são seres muito encantadores e de um valor inestimável !

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  7. Viviane vc me fez voltar no tempo e lembrar dos detalhes como eram tratados os animais há décadas atrás. Muito bem redigida, fotos lindas, encantadores.
    Parabéns !

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  8. Dona Fumiko estou ansiosa para ler sua história, tenho certeza de que a senhora tem muita coisa pra contar. Abraço.

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