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sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Cachorro no Quarto não pode!

Onde um animal dorme em um apartamento?
A resposta é lógica: “Na área de serviço”!
Lá montei um quarto super aconchegante, com muito jornal, água, comida e sua famosa cama/banheira aquecida com velhos cobertores (Esta, como já falei em outro capítulo, seria de dupla utilidade sono e banho), era cercado por um cesto de roupa suja e uma mala de viagem com muitos livros. Tudo isto em um confortável espaço de 2 metros quadrados com vista para a máquina de lavar.


A intimidade conquistada por ambas as partes fez com que o Muro de Berlin caísse. Já era hora dele ter mais espaço. Agora ele esta livre para sair da área de serviço quando quisesse, tanto a mala quanto o cesto sumiram de suas vistas. Ele tinha conquistado quase todo o apartamento. Faltava meu quarto...

Notei que ele não dormia mais na cama/banheira e sim na porta de meu quarto como se estivesse guardando meus sonhos. Vê-lo ali dormindo todas as manhãs fez com que eu o promovesse de ambiente na casa. A partir de então seu quarto fôra transferido para o corredor. Ganhou também um confortável travesseiro. A cama/banheira voltou a função original. Só banheira.

Aquela cama ainda não condizia com a nobreza do Dodi. Comprei uma caminha bem bacana, o corredor exigia algo melhor que um velho travesseiro. Ele parecia agradecido, começou a dormir de barriga para cima. Já estava literalmente em casa.



Ouvi de um amigo que os limites que damos aos cachorros nos primeiros dias serão seguidos por eles com muita obediência. Então estabeleci que em meu quarto ele não poderia entrar. E assim foi durante muito tempo. Ele vinha até a porta e ficava me olhando. Nunca entrava. Parecia que ali tinha um campo de força invisível.
Às vezes até queria que ele entrasse, mas na mesma hora lembrava dos ensinamentos da minha mãe.
Dona Ana veio passar uns dias comigo. No meu quarto tinha uma Palmeira Havaiana que ficava perto da janela. Assim que ela entrou já largou o comentário: Planta no quarto não pode! Tira o oxigênio durante a noite. Pode até matar uma pessoa. Agora cá para nós! Imagine a minha mãe com duas possibilidades para dividir um quarto qualquer:
A primeira seria a mais comum. Ela dividir o quarto com meu querido padrasto, um senhor alto e forte.
A segunda opção seria a minha pobre planta exótica de 35 centímetros.

Qual alternativa consumiria mais oxigênio? A minha pobre planta ou o meu querido padrasto?
A Palmeira Havaiana foi transferida para área de serviço enquanto a Dona Ana estava lá.
Coitados dos Índios da Amazônia rsrs!
Então eu vivia um dilema. Aprendi que nem uma pobre Palmeira Havaiana de 35 centímetros poderia dividir o quarto comigo. O que dizer de um cachorro!!??

Quando ele parava na porta do quarto e ficava me olhado vinha na minha cabeça a Dona Ana dizendo:  "Cachorro no quarto não poder!!!”

Tudo esta definido os limites firmemente  estabelecidos. Eis que uma bela manhã fui acordado pelo Dodi com carinhosas lambidas na minha mão. O danado furou o campo de força invisivel. O dogma foi desrespeitado. Mas  ele só veio me desejar bom dia e lembrar que estava na hora do passeio. Será que preciso falar mais algo?

O Dodi perdeu o respeito por completo. Conquistou a casa toda. A ultima barreira foi derrubada. O quarto era dele!

E ainda ganhou uma cama especial para sala.

Este vídeo ilustra bem este capitulo.
Agora posso dizer que moro com o Dodi!

2 comentários:

  1. morar com um cachorro é muito mais facil do que dividir o apartamento com um irmão ou amigo.
    bjo

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  2. A Gazeta do Povo esta fazendo uma matéria a respeito do tema. http://www.gazetadopovo.com.br/blog/bloganimal/?id=1046356#comentarios

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